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A internacionalista Flávia Medeiros, 29, candidata autodeclarada negra, foi exonerada do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) após ter sido reprovada pela banca de heteroidentificação. A decisão da pasta foi anunciada na sexta-feira (22).
A exoneração de Flávia Medeiros foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) quase dois meses após ela tomar posse. Apesar de uma decisão judicial inicial ter permitido a posse da jovem, um desembargador entendeu que ela não poderia ter assumido a vaga sem que o processo tivesse terminado.
Flávia foi aprovada no concurso em 2024, mas foi excluída das cotas raciais sob argumento de ter “pele clara, cabelos lisos e traços finos" pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).
"O nosso escritório já interpôs um recurso que visa justamente que o desembargador altere o seu entendimento e, diante dessa exoneração que foi publicada hoje, o elemento de urgência para a análise ganha ainda mais relevância", destacou a defesa.
"Foram muitos anos de estudo, dedicação e renúncias para chegar até aqui, e agora vejo esse sonho sendo interrompido por uma contestação sobre a minha própria identidade, sobre quem eu sempre fui. Isso me machuca de uma forma difícil de explicar, porque não se trata apenas de um cargo ou de uma oportunidade profissional, mas de algo que construí como projeto de vida", afirma Flávia, que se mudou para Brasília, apenas, para tomar posse no Itamaraty.
A jovem vai entrar com recurso.
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