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Publicado em 31/07/2024, às 15h09 BNews
As apostas online com a promessa de pagamento de forma instantânea, através do Pix, têm contribuído para o aumento da prática de agiotagem no Brasil. As informações são do UOL.
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Usuários que participam de grupos se queixam de taxas abusivas e que não conseguem quitar as dívidas. Alguns denunciam golpes, não tendo recebido valor algum e, por vezes, pagado algum sinal adiantado. O número de extorsões também tem aumentado por parte de quem empresta dinheiro a juros.
A polícia do Mato Grosso fez uma operação, em 2023, contra a chamada "Gangue do Chicote", que se notabilizou por torturar as vítimas com tal instrumento e postar as imagens na internet, como forma de represália pelos supostos não pagamentos.
O "Jogo do Tigrinho" também passou a ganhar notoriedade por conta do aumento de ameaças de agiotas por dívidas de dezenas, ou até centenas de milhares de reais.
Segundo uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o apelo das apostas é mais forte entre os jovens, e que também são eles que arriscam mais seu orçamento. Do total dos entrevistados, 29% dos apostadores têm de 25 a 34 anos; 22% de 35 a 44 anos; 15% de 18 a 24 anos; 13% têm 65 anos ou mais; 12% de 45 a 54 anos; e 10% de 55 a 64 anos.
Dos apostadores consultados no estudo, 64% afirmaram utilizar a renda principal para realizar as apostas online, e 63% tiveram parte do orçamento comprometido; 28% dos que deixaram de comprar algo têm entre 18 a 24 anos, contra apenas 5% entre os 55 a 64 anos.
Ainda segundo o estudo, 49% dos apostadores aumentaram a frequência de suas apostas em 2024. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) sobre investidores no Brasil destacou o setor: em 2023, 14% dos brasileiros usaram as plataformas de apostas.
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