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Escândalo do Pix: Magalu veta publicidade em programa de jornalista acusado de ser mentor do golpe

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Jornalista é réu acusado de liderar esquema que teria desviado R$ 500 mil  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 28/11/2025, às 16h17



O programa Alô Juca, da Tv Aratu, afiliada do SBT na Bahia, teve um contrato de publicidade vetado pela Magalu, que seria veiculado durante o período da Black Friday, momento em que diversas empresas oferecem descontos para atrair mais clientes. 

De acordo com informações da Folha de São Paulo, o veto teria acontecido em virtude da acusação de envolvimento do apresentador do programa, Marcelo Castro, como um dos mentores do chamado "Golpe do Pix" e réu no processo. 

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Ainda de acordo com a Folha, a Magalu tinha a intenção de fechar parceria publicitária com as três maiores audiências locais no horário do almoço, mas a única que não deu certo foi a Aratu. Globo e Record fecharam acordos normalmente.

A Folha diz ainda que o programa da TV Aratu não se enquadrava nos critérios mínimos para que parcerias de publicidade pudesse ser fechadas. Entre as exigências está não responder a processos judiciais.

O mês de novembro é marcado pelo aquecimento da economia com chegada do décimo terceiro salário e uma maior oportunidade de vendas. No mercado publicitário a situação não é diferente, muito impulsionado pela campanha conhecida como Black Friday .

Relembre o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), os jornalistas Marcelo Castro e Jamerson Oliveira seriam líderes do grupo. Os comunicadores, hoje na TV Aratu, teriam se apropriado de R$ 407.143,78, o equivalente a 75% dos R$ 543.089,66 arrecadados em 12 campanhas para pessoas em situação de vulnerabilidade na televisão, quando eram funcionários da Rede Record Bahia.

O caso veio à tona em março de 2023, quando um empresário de um jogador de futebol percebeu inconsistências nas contas bancárias para onde os valores eram transferidos.

A emissora então conduziu uma investigação interna e acionou as autoridades, o que levou à denúncia formal do MP-BA e a demissão dos envolvidos. A defesa dos réus nega as acusações. Ao todo, 12 denunciados respondem por crimes como apropriação indébita, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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