Geral
por Alex Torres
Publicado em 21/12/2025, às 21h09 - Atualizado às 22h08
O médico de um dos hospitais mais caros de São Paulo planeja entrar na Justiça após ter um prejuízo de R$ 1 milhão depois ter feito investimentos na Bolsa de Valores por orientação de um corretor do Banco Safra. O profissional contou que o episódio aconteceu em 2020 e envolveu operações de alto risco, que não condiziam com seu perfil de investidor.
A informação foi trazida pelo site Metrópoles, que chamou o profissional de "João", devido ao fato dele preferir não se identificar. Ele afirma que outros clientes do banco teriam passado por situação semelhante, podendo gerar uma ação coletiva. O corretor responsável pelas orientações foi demitido após o caso vir à tona.
João contou que chegou a vender um imóvel por aproximadamente R$ 3 milhões, com a intenção de comprar uma casa de maior valor. A proposta apresentada foi investir o montante e contratar um empréstimo para complementar a compra do novo imóvel, acreditando que os rendimentos cobririam as parcelas.
Após a operação, cerca de R$ 1 milhão foi direcionada para investimentos na Bolsa de Valores considerados de alto risco, modalidade até então desconhecida pelo médico. Alguns anos depois, entre 2021 e 2022, o contador do médico identificou um rombo de cerca de R$ 900 mil, que estaria diretamente relacionado a aplicação.
O médico chegou a questionar o banco e descobriu que o corretor não possuía qualificação técnica para recomendar aquele tipo de investimento. João disse que funcionários da instituição reconheceram falhas na gestão do investimento e chegaram a propor um acordo para ressarcimento.
Uma perita foi contratada pelo médico para calcular o prejuízo. João apresentou um valor próximo de R$ 1 milhão ao Banco Safra, mas afirma que a instituição financeira não deu nenhum retorno sobre a proposta.
Além das perdas, o médico relatou ter contraído um empréstimo de cerca de R$ 1,5 milhão com parcelas mensais de R$ 25 mil, em uma operação que classificou como "casada" — onde o banco reteve o valor investido como garantia do financiamento. Mesmo com boa parte da dívida quitada, o dinheiro segue bloqueado.
Por fim, João revelou que precisou ampliar significativamente sua jornada de trabalho para arcar com as parcelas do empréstimo, o que gerou forte impacto financeiro e emocional. Procurado para posicionamento, o Banco Safra informou que não irá se manifestar sobre o caso.
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