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Ministro alerta para impacto de paralisação e diz que greve de caminhoneiros “não é boa saída”

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Renan Filho afirma que governo intensifica fiscalização do frete e tenta avançar em pautas da categoria para evitar crise.  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil

Publicado em 18/03/2026, às 16h23   Lorena Alcantara



O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta quarta-feira (18) que uma possível greve de caminhoneiros pode trazer prejuízos à economia e não representa uma solução viável para a categoria. A declaração ocorre em meio a pressões do setor por melhorias nas condições de trabalho e cumprimento dos direitos.

Durante entrevista à CNN Brasil, o ministro ressaltou que o transporte rodoviário é essencial para o funcionamento do país, responsável por grande parte do escoamento da produção e do abastecimento interno. Segundo ele, uma paralisação teria impacto direto na distribuição de mercadorias e no cotidiano da população.

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“Greve não é bom para ninguém. O Brasil é um país produtor e exportador, precisa transportar mercadorias. Isso é ruim para a população e também para os próprios caminhoneiros”, afirmou.

Como alternativa à paralisação, Renan Filho disse que o governo federal tem buscado soluções por meio do diálogo com representantes da categoria. Entre as medidas em andamento, ele citou o reforço na fiscalização para assegurar o cumprimento da tabela do preço mínimo do frete, uma das principais reivindicações do setor.

O ministro também mencionou discussões em torno da chamada lei do descanso dos motoristas, tema que está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o governo acompanha o andamento do processo e trabalha para avançar em soluções que atendam às demandas dos caminhoneiros.

A possibilidade de mobilização da categoria tem gerado atenção do governo, que busca evitar novos episódios de paralisação com impactos nacionais, como o registrado em maio de 2018. Na época, a greve durou cerca de 10 dias e gerou desabastecimento nacional de combustíveis, alimentos e produtos, impactando a economia e levando à demissão do presidente da Petrobras.

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