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Mulher cai em golpe e perde mais R$16 mil ao tentar comprar casa própria em Salvador

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Mulher pagou boleto de R$16,5 mil para suposta empresa de fachada  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 13/02/2025, às 19h09   Andrêzza Moura



“Raiva. Não tenho como explicar a você. Estou desesperada, sem saber o que fazer. Foi mais de R$16 mil jogado fora”, desabafou, aos prantos, a empregada doméstica Lorena Santana Araújo, de 35 anos, ao falar sobre o golpe que caiu, ao tentar comprar a tão sonhada casa própria. Ela contou que, em outubro do ano passado, viu um anúncio da venda de um imóvel na OLX – aplicativo de compras online -, e procurou a NewCred Consultoria e Soluções Financeiras para auxiliá-la no financiamento e na compra da residência. No entanto, após assinar um contrato e pagar um boleto no valor de R$16,5 mil, percebeu que havia sido enganada.

A negociação e a conversa amistosa entre Lorena e uma mulher que se identificava como Jamile Paranhos teve fim, no dia 18 de dezembro de 2024, quando a empregada doméstica usou todas as suas economias para dar entrada na casa onde moraria com o filho de 3 anos. “Me separei. Depois da separação fiquei com R$17 mil. Vi o anúncio da empresa [NewCred] na internet e procurei. Toda a conversa foi por telefone, só fui lá no dia de pagar. Estava tudo certo, já tinha escolhido uma casa em Sussuarana para ficar perto da minha mãe. Disseram que um corretor ia me procurar, em dois dias. Nunca me procurou. Quando comecei a perguntar, ela [Jamile] parou de me atender”, conto a trabalhadora.

Lorena revelou que, diante de todas as tentativas frustradas de ter o imóvel ou o dinheiro de volta, decidiu procurar ajuda policial e, no dia 30 de janeiro deste ano, registrou uma ocorrência na 6ª Delegacia Territorial de Brotas. O caso ainda segue em investigação. Desesperada e sem saber o que fazer, a empregada doméstica também resolveu pedir apoio do BNEWS. Durante a apuração, a reportagem descobriu que o CNPJ 49.939.244/0001-35 registrado no contrato assinado por Lorena não está cadastrado no banco de dados da Receita Federal. Nas buscas, a numeração aparece como inexistente.

A reportagem tentou contato com a NewCred, por meio do número e celular no qual a Lorena conversava com Jamile, mas, o número também não existe. “Descobri que o CPF dela é falso. O de Carla também é falso”, disse a mulher, ao revelar que, além de Jamile, uma mulher identificada como Carla C. M. Silva, assinaram como testemunhas.

Tentamos contato também com a administração no Edifício WN, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, que fica no Parque Bela Vista, aqui em Salvador, local onde Lorena foi atendida pelas mulheres e que seria o endereço da NewCred. Na internet, no site Reclame Aqui, existem várias reclamações sobre a empresa.

Enquanto não consegue ter o dinheiro de volta, Lorena segue na esperança de ainda poder realizar o grande sonho da vida. “Só quero resolver isso, pegar meu dinheiro de volta e comprar minha casa”.      

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