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“Não sei o que vai ser”, afirma pai de brasileira que sofreu queda em penhasco de vulcão na Indonésia

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A brasileira caiu em um penhasco enquanto fazia uma trilha perto de um vulcão na Indonésia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 23/06/2025, às 19h22



“Não sei o que vai ser", desabafou Manoel Marins Filho, pai de Juliana Marins, a brasileira de 26 anos que vive um pesadelo desde a última sexta-feira (20). Ela caiu em um penhasco enquanto fazia uma trilha perto de um vulcão na Indonésia, e desde então, o resgate tem sido uma corrida contra o tempo, marcada por obstáculos que parecem saídos de um filme. 

Enquanto Juliana, publicitária de Niterói (RJ), aguarda o socorro, Manoel se vê preso em Lisboa. Seu voo rumo à Indonésia foi interrompido. O espaço aéreo do Catar, por onde a rota passaria, foi fechado devido aos recentes ataques do Irã. 

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"Estamos aqui no aeroporto de Lisboa e infelizmente soubemos que o espaço aéreo do Catar foi fechado. Nosso voo passa obrigatoriamente por Doha. Não sei se será possível viajar ainda hoje para lá. Seguimos confiando em Deus. Precisamos chegar lá", compartilhou Manoel em um vídeo emocionante nas redes sociais, revelando a incerteza. 

Uma luta contra o tempo e a natureza 

Desde que Juliana escorregou e caiu a cerca de 500 metros de profundidade em um penhasco do Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, o resgate tem sido uma provação.  A cada nova notícia, a esperança se mistura com a frustração.

Na manhã desta segunda-feira (23), a família recebeu a notícia de que o salvamento foi novamente interrompido. "Faltavam 350 m para chegar na Juliana e eles recuaram mais uma vez. Mais um dia", lamentou a família. As condições climáticas na região, com neblina intensa, sereno que deixa as pedras escorregadias e o terreno íngreme dificultam a tentativa de aproximação. 

A irmã de Juliana, Mariana Marins, chegou a desmentir informações de um suposto resgate inicial, afirmando que as equipes não conseguiram chegar até Juliana porque as cordas não tinham tamanho suficiente.

A família não esconde a indignação com o que consideram uma "negligência". "As mudanças climáticas repentinas são normais nesta época do ano, na região. Eles [o governo da Indonésia] têm ciência disso e não agilizam o processo de resgate. Lento, sem planejamento, competência e estrutura. Juliana vai passar mais uma noite sem resgate", desabafam os familiares, apontando ainda que o parque nacional segue aberto ao turismo, enquanto Juliana espera.

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A mobilização e o apelo por Juliana 

Em vídeo, o pai de Juliana agradeceu o imenso apoio que tem recebido, não só de amigos e desconhecidos, mas também do governo brasileiro. "Obrigado a todos que estão se mobilizando, obrigado ao governo brasileiro, obrigado aos amigos e pessoas que eu nem conhecia e nem esperava, mas que estão se mobilizando e fazendo o que é possível, nos apontando caminhos para que nós possamos trazer a Juliana sã e salva", declarou Manoel.

O Itamaraty confirmou que enviou dois funcionários da embaixada do Brasil em Jacarta para acompanhar de perto os esforços de resgate, buscando agilizar o processo. A expectativa agora é pela chegada de um helicóptero e uma equipe especial de resgate.

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