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Nova descoberta muda tudo o que se sabe sobre a construção das pirâmides do Egito; entenda

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Uma pesquisa francesa revelou uma nova descoberta sobre a construção das pirâmides do Egito  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 15/10/2025, às 10h54



Uma pesquisa francesa revelou uma nova descoberta sobre a construção das pirâmides do Egito. Segundo o estudo, havia um sistema hidráulico subterrâneo que foi utilizado para erguer a Pirâmide de Degraus de Djoser, em Saqqara, a mais antiga delas.

Sua construção era envolta de mistérios. Ela foi construída há mais de 4600 anos, durante a Terceira Dinastia e é considerada a primeira construção monumental em pedra da humanidade.

O que mostra o estudo

O líder da pesquisa, Dr. Xavider Landreau, do Instituto Paleotécnico do CEA, da França, usou imagens de radar de satélite e relatórios arqueológicos antigos para descobrir o complexo sistema de gestão de água sob o planalto.

O estudo indicou que os egípcios usaram a força da água para transferir e levantar os blocos de pedra calcária que pesavam toneladas. 

“Imagens de satélite mostram que um recinto retangular de pedra conhecido como Gisr el-Mudir, localizado a oeste da necrópole de Saqqara, possui todas as características técnicas de uma barragem de contenção”, afirmou o pesquisador ao jornal israelense Haaretz.

A estrutura foi capaz de controlar o fluxo de enchentes, além de pegar os blocos levados pelo rio, funcionando como uma espécie de sistema de elevação hidráulica. A teoria sugere que os blocos eram movidos pela pressão da água, através de um processo definido como “estilo vulcânico”, até chegarem ao topo da pirâmide.

O sistema contaria com canais, bacias e comportas que guiavam a água limpa e controlavam a pressão necessária para levantar as pedras. Existia também uma estrutura escavada na rocha, bem ao sul do pirâmide, que apresentavam características parecidas com uma estação de tratamento de água.

O estudo também apontou a existência de uma bacia de decantação no local, além de bacia de retenção e sistema de purificação, que tinham a função de alimentar o mecanismo hidráulico com água livre de sedimentos.

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Excesso de água

Outra questão interessante está relacionada ao clima daquele período. O Egito passava pelo fim do “Período do Saara Verde”, quando a região recebia chuvas abundantes e contava com uma  vegetação densa.

O antigo riacho Uádi de Abusir era capaz de fornecer o volume adequado para sustentar o sistema. “Na Terceira Dinastia, o problema não era a falta de água, mas o excesso dela. E os egípcios souberam transformá-la em força construtiva”, afirmou Xavier Landreau.

Mudança de perspectiva

A nova teoria muda tudo o que se sabe sobre as técnicas utilizadas pela engenharia egípcia e o desenvolvimento das civilizações antigas. Acredita-se, até hoje, que rampas de areia e rolos de madeira foram usados para mover as pedras, um método que exigiria força humana colossal. 

Os cientistas pontuam que mais pesquisas de campo são necessárias para comprovar a teoria. Nos próximos anos, novas escavações e modelagem hidráulicas devem ser realizadas para testar se o fluxo de água do antigo Uádi é suficiente para mover as pedras da pirâmide.

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