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Pais têm registro da filha negado em cartório por escolherem nome incomum; entenda o caso

Reprodução Freepik / Imagem Ilustrativa
Historiadora e sociólogo, os pais da bebê, defendem nome do filho como ato de resistência à colonização e reafirmação da identidade africana  |   Bnews - Divulgação Reprodução Freepik / Imagem Ilustrativa

Publicado em 27/09/2025, às 08h39 - Atualizado às 10h25   Redação



Um bebê que nasceu em 22 de setembro ainda não tem registro porque o cartório não aceitou o nome escolhido pelos pais. O nome Tumi Mboup, para a mãe da criança, a historiadora Kelly Cristina da Silva, e o pai, o sociólogo Fábio Rodrigo Vicente Tavares, é considerado um ato político de reafricanização e resistência à colonização, segundo informações do G1.

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O pai do bebê tentou registrar a criança pela primeira vez dois dias após o nascimento, no Hospital Sofia Feldman, que possui uma extensão do Cartório de Venda Nova, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. O nome composto foi recusado sob a alegação de que Mboup seria um sobrenome.

Fábio então procurou outro cartório, no Terceiro Subdistrito, no Centro da capital mineira. Ele entrou com uma solicitação judicial para autorizar o registro e aguarda resposta até o dia 2 de outubro.

Reprodução - Arquivo Pessoal
Reprodução - Arquivo Pessoal

Significado dos nomes

O primeiro nome, Tumi, foi escolhido pela mãe e representa lealdade. Já Mboup, idealizado pelo pai, é um sobrenome comum no Senegal. Segundo ele, é uma homenagem ao intelectual senegalês Cheikh Anta Diop, autor de A Unidade Cultural África Negra.

Em entrevista ao G1, Fábio afirmou que a escolha busca garantir o pertencimento ancestral africano:

"Queremos que, ao olhar para nós, Tumi Mboup saiba que nossa origem é África. E não falo de uma questão meramente afetiva. O nome é uma questão política, tanto para mim quanto para Kelly, que é historiadora e estuda as questões raciais. Então, não tem como a gente, nesta altura do campeonato, aceitar o processo colonizador. Aí não dá", desabafou.

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