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A Polícia Federal (PF) realizou uma operação, na última segunda-feira (23), na Prefeitura de Belo Horizonte e cumpriu três mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre supostas irregularidades em contratos de limpeza da Lagoa da Pampulha, cartão-postal da capital mineira.
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A Operação Otacílio, que mirou a diretoria de gestão de águas urbanas da prefeitura, investiga contratos celebrados com inexigibilidade de licitação e transações bancárias suspeitas de caracterizarem o pagamento de vantagem indevida.
Segundo a PF, a justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 440 mil de um servidor público investigado e que a prefeitura o suspenda de suas funções.
O Executivo Municipal afirmou que apresentou todos os documentos exigidos pela PF e afirmou que a dispensa de licitação para a contratação de empresa ocorreu por ela ser a única autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para usar um produto australiano para a limpeza da água.
"No período que o contrato foi suspenso —de setembro de 2023 a fevereiro de 2024— a qualidade da água caiu, segundo análise técnica a partir de dados da Copasa. O que demonstra a importância e eficácia do produto", disse.
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