Geral

Protesto do Quilombo Marielle Franco movimenta sede da Sedur por atrasos em benefícios

BNews
Moradores do Quilombo Marielle Franco realizam ato em Salvador para exigir respostas sobre benefícios essenciais atrasados.  |   Bnews - Divulgação BNews
Camila Sales

por Camila Sales

Publicado em 07/07/2026, às 10h14 - Atualizado às 11h03



​Na manhã desta terça-feira, moradores do assentamento Quilombo Marielle Franco (Tubarão 2) realizaram uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Secretaria de Educação, na rergião do CAB. O ato teve como objetivo cobrar respostas imediatas do secretário, Joaquim Belarmino Cardoso Neto, a respeito de falhas e atrasos no repasse de benefícios essenciais para as famílias da região.

​A equipe do BNews esteve no local e acompanhou as negociações que marcaram a manhã de protestos  que gerou complicações nas imediações da secretaria logo nas primeiras horas do dia. Após negociações, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) firmou um acordo com os manifestantes para a desobstrução da via principal de acesso aos prédios.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

​Com a via liberada para o trânsito de veículos, os moradores se concentraram diretamente na porta de entrada da Sedur. A mudança de local gerou um leve congestionamento na porta da instituição devido ao grande volume de pessoas concentradas no espaço, mas garantiu o fluxo da rua.

📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube! 

​Os manifestantes exigiram a regularização de acordos firmados há meses sendo a inclusão no auxílio-aluguel, exigindo que 120 pessoas da comunidade sejam imediatamente cadastradas e incluídas no recebimento do benefício, o esclarecimento sobre os motivos que levaram à suspensão do auxílio-aluguel de moradores que já dependiam da verba e a liberação urgente do pagamento destinadas a familiares do Quilombo. 

A tensão passou a ser amenizada com a chegada de Paulo César, mediador da Sedur responsável por atuar em casos de conflito e cobranças.

Em uma demonstração de compromisso com o diálogo, o servidor relatou à comunidade que compareceu ao local de trabalho especificamente para realizar o atendimento, mesmo enfrentando problemas pessoais graves. Ele também garantiu acomodação aos manifestantes caso chovesse, pedindo em troca apenas a desocupação pacífica do espaço após o acordo.

A líder comunitária, Ana Cristina, representou as famílias durante a negociação frente a frente com o mediador, dizendo:

“Você acompanha a gente desde o início. Então você sabe que esse acordo foi firmado há seis meses atrás. E o que hoje a gente tá cobrando aqui. Então a gente tá aqui pra isso. Só vamos sair daqui, com todo o respeito a você e a toda a comunidade aqui, a gente tem todo o respeito a você… Então a gente só vai sair daqui quando for tudo acertado no papel.”

​Após o diálogo inicial na área externa, os membros da comunidade foram oficialmente convidados a entrar nas dependências da Sedur. Uma comissão de representantes subiu para se reunir com os mediadores e com o superintendente do órgão, buscando, por fim, uma solução definitiva para os repasses atrasados e o assentamento das famílias.

Até o  fechamento desta matéria não se sabe o definitivo.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)
{# Os assets da galeria (unitegallery) sao injetados em bones/objects.py, somente quando o artigo tem galeria. #}