Geral

Rodovia sem asfalto: Motorista paga pedágio de R$ 70 para trafegar em estrada de terra; ASSISTA

Reprodução
Cobrança de pedágio em trecho não pavimentado gera críticas nas redes sociais e revolta entre motoristas.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 05/11/2025, às 07h11 - Atualizado às 07h20



Um trecho da rodovia GO-454, entre Mozarlândia (GO) e Cocalinho (MT), virou alvo de críticas nas redes sociais. O motivo: a cobrança de pedágio em uma estrada sem pavimentação em Goiás. O caso foi apelidado por internautas como o “pedágio mais injusto do Brasil”.

O valor cobrado é de R$ 10 para carros, R$ 5 para motos e R$ 10 por eixo para caminhões. Um caminhoneiro que passava pelo local mostrou o trajeto de terra batida e reclamou: “Vou pagar R$ 70”.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Cobrança existe desde 2017

Segundo a Goinfra (Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes), a praça de pedágio fica na ponte que liga os dois estados. A cobrança foi autorizada em 2004, durante o governo Marconi Perillo (PSDB), como parte de um contrato de concessão. A ponte substituiu uma antiga balsa e foi entregue em 2017.

Desde 2019, o governo estadual promete pavimentar 53 km da GO-454. Mas os últimos 12 km, justamente o trecho de terra, seguem sem asfalto. A Goinfra afirma que há dificuldades técnicas para concluir a obra, principalmente por causa das cheias do Rio Araguaia, que alagam a região em certos períodos do ano.

Obra ainda sem previsão de início

A agência trabalha em um novo projeto de engenharia para resolver o problema. A documentação técnica para contratar a obra deve ficar pronta apenas no primeiro semestre de 2026.

Multa ambiental e resposta do ex-governador

Ao Uol Goinfra também informou que a gestão anterior descumpriu regras ambientais durante a construção da ponte, o que resultou em multa aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em nota ao site Semana7, a assessoria do ex-governador Marconi Perillo disse que a obra foi feita pela iniciativa privada, com autorização para cobrar taxa de uso de veículos leves e pesados. A declaração foi assinada por Jayme Rincon, ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP), um órgão do governo do estado de Goiás.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)