Geral
por Lucas Pacheco
Publicado em 26/09/2025, às 07h58 - Atualizado às 07h59
O BNews teve acesso, mais uma vez com exclusividade, a mais detalhes sobre as denúncias de golpes que teriam sido praticados pela Premium Car Motors, revendedora de carros de luxo localizada no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador. A empresa é acusada por clientes de revender diversos veículos sem a ciência dos proprietários e sem repassar os valores das negociações.
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De acordo com as informações recebidas, além da revenda de veículos sem transferência dos valores aos reais proprietários, os donos da loja teriam falsificado documentos de quitação de veículos e CRLVs (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) e entregado papeis adulterados a clientes para tentar encobrir os golpes.
Um Boletim de Ocorrência (BO) registrado na 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho, em maio/2024, aponta que um cliente deixou seu veículo, uma BMW/X6, avaliada, à época, em R$ 276 mil, na Premium Car Motors, e o carro foi vendido sem que o proprietário fosse avisado ou recebesse o dinheiro. O dono apenas descobriu a transação quando recebeu uma notificação, via e-mail, da transferência de propriedade.
Na ação judicial originada do Boletim de Ocorrência, que tramita na 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, a vítima ainda conta que se espantou com o e-mail enviado pelo Departamento Estadual de Trânsito da Bahia – DETRAN-BA, de que teria havido sucesso na transferência da titularidade, já que ele não tinha assinado o DUT (Documento Único de Transferência), obrigatório para a venda de veículos usados no Brasil, que oficializa a transferência de propriedade entre vendedor e comprador.
Na defesa apresentada nos autos, o Detran alegou que a fraude apontada pela vítima se configurava em crime que lesava a autarquia e que apuraria a situação dentro da sua esfera de competência. Sobre a efetivação da transferência de propriedade do veículo, o órgão afirmou que o procedimento foi realizado com documentação autenticada por cartório e por meio de despachante devidamente cadastrado, restando impossível detectar a fraude.
O DETRAN-BA destacou ainda que também foi vítima do crime relatado, cabendo às autoridades policiais, já que houve registro de Boletim de Ocorrência, investigar e apontar os responsáveis pelo crime que teria sido praticado.
Em outro BO registrado na Delegacia Virtual, mais uma vítima da Premium Car Motors expõe que anunciou em um site de vendas o veículo BYD SONG PLUS GS DM e foi contatada por uma pessoa que se apresentou como representante da PCM Motors. O proprietário foi até loja para conversar sobre uma possível negociação, mas, chegando lá, foi informado de que o suposto comprador não estava e o responsável pediu que o carro permanecesse no local até o fim do dia, com a promessa de retorno da negociação. Ao voltar, o dono do veículo constatou que o bem havia sido entregue a terceiro, sem sua autorização, e que o valor da suposta venda não tinha sido repassado.
Essa outra vítima também afirma que jamais assinou CRV/DUT ou autorizou a transferência da propriedade. O registro da ocorrência também deu origem a um processo judicial, que tramita na 10ª Vara Cível e Comercial de Salvador.
O BNews também teve acesso a uma outra denúncia na justiça, mas com um objeto diferente. Nesta, o comprador de um veículo modelo Audi A4, revendido pela PCM Motors, afirma que pagou R$ 173 mil pelo bem, com a garantia de que o carro estava em perfeito estado de conservação, considerado na linha premium dos automóveis. Entretanto, logo após a transação, o Audi A4 passou a apresentar problemas no volante, o que foi relatado à loja, mas com resposta seguinte de que o veículo não possuía qualquer avaria.
Não confiando no retorno do estabelecimento, o homem levou o carro em uma empresa especializada para emissão de laudo cautelar e lá o veículo foi enquadrado como “NÃO CONFORME”, por apresentar diversas avarias, como “painel dianteiro avariado, cap chaveado, para-choque dianteiro desalinhado, farol dianteiro direito substituído, roda de liga leve dianteira esquerda ralada, para-lamas dianteiros retocado com massa, assoalho da mala com perfurações e reparos”.
Uma segunda vistoria identificou os mesmos problemas e, segundo a vítima, o laudo indica que o veículo sofreu provável colisão anterior à venda.
Na defesa apresentada nesse processo, entre outros argumentos, a PCM Motors alegou que a vítima “não observou a cautela de levar o automóvel a um mecânico de sua confiança para verificar o seu real estado de conservação” e que os supostos defeitos apresentados são condizentes com o desgaste natural para o tempo de uso do veículo (cinco anos).
A empresa alegou ainda que os mencionados defeitos eram meramente estéticos e condizentes com a utilização normal de um veículo e que os supostos danos são inexistentes e fruto da intenção do autor de enriquecer-se ilicitamente em desfavor das rés.
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