Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 01/06/2025, às 05h00
Um item presente em muitos banheiros e que pode estar pendurado no seu chuveiro neste momento representa um risco significativo para a saúde da pele: a bucha de banho, seja ela vegetal ou sintética.
Apesar de popular, principalmente por tendências em redes sociais que valorizam rotinas elaboradas de cuidados pessoais, especialistas alertam que a bucha de banho pode ser prejudicial.
O acessório, usado para esfoliar e “purificar” a pele, serve como ambiente ideal para proliferação de bactérias, fungos e mofo devido à umidade constante do banheiro.
As tramas da bucha retêm células mortas, tornando-se um reservatório de microrganismos, incluindo bactérias perigosas como a Klebsiella, que pode causar infecções graves.
Mesmo uma bucha nova começa a acumular microrganismos logo após o primeiro uso. Se não for adequadamente higienizada e seca, o risco aumenta ainda mais, podendo provocar infecções de pele como foliculite.
Além disso, o uso frequente e vigoroso da bucha pode causar pequenas lesões na pele, deixando-a mais vulnerável a infecções e até levando ao engrossamento da pele, um processo conhecido como liquenificação.
Dermatologistas recomendam evitar o uso diário da bucha, pois a esfoliação excessiva remove a camada de proteção natural da pele, deixando-a ressecada e mais suscetível a alergias e doenças.
Como alternativas mais seguras, indicam o uso de toalhas de rosto bem higienizadas, esfoliantes de silicone (que acumulam menos bactérias) ou simplesmente lavar o corpo com as mãos e um sabonete suave.
Portanto, para proteger a saúde da pele, o ideal é repensar o uso da bucha de banho e adotar métodos de higiene que minimizem riscos de contaminação e irritações.
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