Geral
Publicado em 01/03/2026, às 19h30 Lorena Alcantara
A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã reacendeu a preocupação do agronegócio brasileiro quanto a possíveis reflexos na balança comercial entre os dois países. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 2,9 bilhões ao mercado iraniano, com forte predominância de produtos agrícolas.
O milho liderou as vendas, com mais de US$ 1,9 bilhão, seguido pela soja, que alcançou aproximadamente US$ 745 milhões. Juntos, os dois produtos representaram mais de 87% das exportações brasileiras destinadas ao país persa. No ano passado, o Irã ocupou a quinta posição entre os principais destinos do Brasil no Oriente Médio.
No sentido inverno, o volume importado é menor, mas considerado estratégico. No ano passado, o Brasil adquiriu cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Desse total, quase 79% correspondem a adubos e fertilizantes, especialmente ureia, insumo fundamental para a produção agrícola.
Na Bahia, o agronegócio tem peso significativo na economia. Em 2024, o setor respondeu por cerca de 52% das exportações do estado, que somaram quase US$ 6,1 bilhões, com destaque para soja e outros produtos do campo. O desempenho colocou o estado entre os maiores exportadores do Nordeste, com vendas para mais de cem países.
Diante do cenário internacional, produtores e exportadores acompanham os desdobramentos da crise no Oriente Médio, atentos a possíveis entraves logísticos, atrasos nos embarques e variações nos custos de produção.
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