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Donald Trump rebate jornalistas e diz que acesso à Casa Branca é 'privilégio, não direito'

Reprodução/The White House
Governo Trump afirma que acesso às dependências presidenciais é 'privilégio' concedido a jornalistas e pode ser revogado  |   Bnews - Divulgação Reprodução/The White House
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 21/09/2026, às 16h17



A Presidência dos Estados Unidos voltou a defender nesta segunda-feira (21) a decisão de impedir jornalistas da CNN, da MS NOW e do site Politico de acessar as dependências presidenciais. Em comunicado, o governo de Donald Trump afirmou que a entrada de veículos de imprensa na sede do Executivo americano é um “privilégio”, e não um direito.

Segundo a Casa Branca, os veículos publicaram informações que o governo considera falsas.

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A administração Trump argumenta que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos garante a liberdade de publicação, mas não assegura a presença de jornalistas dentro das instalações presidenciais.

A declaração ocorre no mesmo dia em que CNN, MS NOW e Politico anunciaram uma ação contra Trump e integrantes de seu governo. Os três veículos afirmam que tiveram as credenciais de seus jornalistas retiradas sem aviso prévio e que a medida foi uma reação à cobertura feita pelas empresas.

As organizações ingressaram com a ação na Justiça Federal em Washington e pediram uma medida emergencial para interromper a restrição. No processo, sustentam que o governo não pode retirar o acesso de veículos por discordar do conteúdo de suas reportagens.

A disputa começou na sexta-feira (18), quando Trump anunciou que CNN, MS NOW e Politico seriam impedidos de atuar dentro da Casa Branca. No sábado (19), jornalistas dos três veículos tiveram as credenciais desativadas ou recolhidas ao tentar entrar no complexo presidencial.

Trump justificou a medida com críticas às reportagens dos veículos e os acusou de divulgar “fake news”. Nesta segunda, voltou a defender a decisão e afirmou que a iniciativa não representa um ataque à imprensa, mas uma reação ao que considera cobertura inadequada.

A vice-presidência também apresentou uma justificativa semelhante. O vice-presidente JD Vance afirmou que os veículos não foram impedidos de fazer reportagens sobre o governo, mas perderam o chamado “acesso especial” às dependências da Casa Branca.

Reação

A decisão também provocou uma reação entre as principais redes de televisão dos Estados Unidos.

CNN, ABC, CBS, Fox News e NBC integram o grupo responsável pelo sistema de cobertura conjunta de televisão da Casa Branca. Com a exclusão da CNN, as outras quatro emissoras decidiram suspender a participação no esquema de cobertura conjunta.

Na prática, a medida afetou a transmissão compartilhada de imagens de eventos presidenciais. Nesta segunda-feira, por exemplo, as principais redes não fizeram a cobertura conjunta da inauguração de um novo heliponto na Casa Branca, enquanto Trump participava da cerimônia.

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