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Veja como funcionava o ‘Lolita Express’, avião de exploração sexual de Epstein

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O financista americano Jeffrey Epstein possuía um avião particular Boeing 727-100 apelidado de "Lolita Express"  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 18/02/2026, às 17h06



O financista americano Jeffrey Epstein possuía um avião particular Boeing 727-100 apelidado de "Lolita Express" que era utilizado para transportar vítimas de sua rede de exploração sexual e amigos poderosos, como o ex-príncipe Andrew. O nome homenageava o romance polêmico de Vladimir Nabokov, que narra a obsessão de um homem adulto por uma menina de 12 anos, uma referência que Epstein levava a sério, a ponto de tatuar trechos do livro na pele de algumas vítimas.

O jato foi vendido em 2017 e descrito pelo ‘The Sun’ como um "palácio voador de abusos repugnantes". Ele tinha quarto com cama queen-size, banheiro com chuveiro, sofás e até escritório. Epstein, que morreu em 2019 em uma prisão de Nova York, acumulava até 600 horas de voo por ano, viajando com celebridades e bilionários. Muitos alegam não saber dos crimes.

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Além do Boeing, ele possuía um Gulfstream G550, um Cessna 421 e um helicóptero particular. Agora, o "Lolita Express" volta ao foco de uma investigação da Polícia de Essex, que analisa denúncias de mulheres levadas ao Aeroporto de Stansted a bordo da aeronave.

Registros de Andrew

O nome do príncipe Andrew, Duque de York, surge várias vezes nos logs de voo entre 1999 e 2006. Em uma viagem, ele foi acompanhado pela ex-Miss Rússia Anna Malova, presa em 2010 por briga sob efeito de drogas. Existe também registro de serviços pagos por ele em fevereiro de 2000, como "massagem, exercícios e ioga", por US$ 200.

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O piloto David Rodgers confirmou uma rota com Epstein, Andrew e Virginia Giuffre, então com 17 anos e hoje falecida por suicídio, em direção às Ilhas Virgens Americanas. Giuffre era uma das acusadoras do príncipe.

Piloto ex-modelo

Nadia Marcinkova, ex-modelo eslovaca que pilotava o jato, é citada como cúmplice de Epstein. Levada aos EUA aos 15 anos por uma agência ligada ao financista, ela teria recrutado vítimas, mantido relações com adolescentes e pressionado meninas a participar de orgias com ela e Epstein.

Marcinkova abriu depois sua própria empresa de aviação, mas em 2010 invocou a Quinta Emenda para não se incriminar em depoimento. Ela se descreve como vítima de Epstein, mas recusou-se a comentar as acusações.

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