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Os turistas que foram agredidos por barraqueiros na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, se manifestaram publicamente pela primeira vez após a confusão registrada na tarde do último sábado (27). As vítimas são Johnny Andrade, personal trainer, e Cleiton Zanatta, ambos moradores do Mato Grosso, que estavam na cidade a turismo.
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Em um vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (28), eles detalham o episódio, afirmam que sofreram um linchamento coletivo, acusam o Corpo de Bombeiros de ter sido conivente com as agressões e denunciam a falta de estrutura no atendimento médico recebido após o ataque.
Segundo Johnny, a confusão começou após um desacordo sobre o valor cobrado pelo aluguel de duas cadeiras e um guarda-sol. De acordo com os turistas, o serviço foi oferecido inicialmente por R$ 50, valor que teria sido aceito. No entanto, no momento do pagamento, o barraqueiro passou a exigir R$ 80.
Ao questionarem a mudança no preço, os turistas afirmam que o barraqueiro ficou exaltado, recolheu as cadeiras de forma agressiva e iniciou a confusão. Ainda segundo eles, o desentendimento rapidamente evoluiu para violência física, quando outros barraqueiros se aproximaram e passaram a agredi-los com socos, chutes e empurrões.
Durante o desabafo, Johnny afirma que não houve qualquer tipo de proteção ou intervenção imediata, mesmo com a presença de bombeiros nas proximidades. Ele relata que os agentes presenciaram a violência, mas só agiram após o fim das agressões.
“E isso que eles fizeram com a gente, esse crime, né? Nós somos turistas, a gente não é aqui da região, nós somos do Mato Grosso, a gente comprou um pacote de viagem, né? Há vários meses atrás a gente tava realmente se programando pra esse dia de férias, né? Nós somos trabalhadores, somos honestos, não é o problema dos 30 reais envolvido na situação, entende? É só a forma realmente que eles queriam nos passar a perna. E na frente dos bombeiros os caras ficam com soco na cara, tacarão areia dentro da boca, areia no olho, entendeu? A gente não tinha segurança nenhuma em volta. Eu queria ver se tem câmera na localidade.”
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Um dos homens aparece em vídeo com o rosto bastante machucado, com ferimentos visíveis, e afirma que não teve chance de se defender. O companheiro dele teria saído correndo para pedir ajuda, mas, segundo o relato, não havia policiamento no local naquele momento.
Na gravação, os turistas fazem acusações diretas ao Corpo de Bombeiros, que estaria próximo à área da confusão. Eles afirmam que os agentes presenciaram as agressões e só intervieram depois que os ataques cessaram. “Deixaram a gente apanhar para depois socorrer”, disse uma das vítimas.
Ainda segundo o relato, os turistas temeram pela própria vida durante o ataque. “Eles iam matar a gente”, afirma um dos homens no vídeo, ao pedir que o caso ganhe visibilidade nas redes sociais.
Após o ataque, os turistas foram encaminhados ao Hospital de Porto de Galinhas, onde, segundo eles, não havia estrutura adequada para atendimento de urgência. Johnny afirma que precisou ser levado para outro município para realizar exames.
“E aí a gente foi pro hospital, fizemos todo o meu procedimento aqui de raio-x, enfim. Hospital de Portugalinhas não tem raio-x. Não tem raio-x, não tem nada, a gente foi lá pra Ipojuca.”
Além desse episódio, outros frequentadores da praia também relataram, nas redes, reclamações sobre preços abusivos e tratamento hostil por parte de alguns barraqueiros da região.
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