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Viúva de homem que morreu engasgado com melancia acusa resort e dispara: “Despreparo”

Arquivo pessoal
O homem que morreu engasgado estava no resort junto com a esposa e a sua família e a viúva acusou o estabelecimento de negligência  |   Bnews - Divulgação Arquivo pessoal
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 19/12/2025, às 15h53 - Atualizado às 17h01



Kimberly Cerasomma, a viúva do vendedor Carlos Cerasomma, homem de 37 anos que morreu após sofrer parada cardiorrespiratória durante uma competição de comer melancia, no resort São Pedro Thermas, em São Paulo (SP), acusa o estabelecimento de negligência no atendimento.

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Em nota, o resort afirmou que prestou todos os atendimentos de primeiros-socorros e ofereceu apoio contínuo para a família da vítima. De acordo com o portal Uol, a viúva relatou que o estava junto com o marido na piscina, quando ele decidiu participar da atividade realizada na quinta-feira passada (11).

A mulher alega que a competição consistia em comer melancia o mais rápido possível, apenas com a boca, sem usar as mãos, com a fruta apoiada sobre uma mesa. O resort afirmou que era possível comer a melancia com as mãos e que a fruta disponibilizada estava cortada em fatias.

Logo após o início da brincadeira, o vendedor se engasgou e o recreador pediu ajuda. Kimberly relata ter tentado tirar o alimento da boca do companheiro e fazer manobras de desengasgo, mas foi afastada por pessoas que estavam no local. A mulher ainda relatou que uma médica prestou primeiros socorros, mas que a equipe era “totalmente despreparada”.

A esposa ainda afirmou que os bombeiros demoraram cerca de 30 minutos para chegar no resort, segundo o relato de testemunhas, e que não havia desfibrilador no local. A vítima foi socorrida para um hospital, mas não resistiu e morreu. O resort afirmou que os socorros foram prestados por profissionais treinados e certificados.

O casal chegou no dia 7 de dezembro e iriam embora no último dia 14 de dezembro. Eles estavam com os dois filhos pequenos, um de dois anos e uma menina de quatro meses, a mãe de Kimberly e uma sobrinha. A família afirma que vai entrar com um processo contra o resort para evitar que o caso se repita.

Confira o depoimento da família Cerasomma.

O resort precisa ser responsabilizado. Se ele ofereceu uma prova de comida, ele tinha que ter uma equipe preparada, pronta para, caso ocorresse o que aconteceu, estarem preparados. Se todo o socorro fosse adequado e houvesse o óbito do Carlos seria outra conversa, mas não foi assim. [...] Uma família está incompleta. Deixo claro que não culpo nenhum ser humano pela morte do meu marido. Os hóspedes foram empenhados nos primeiros socorros, mas culpo, sim, o resort. Um espaço daquele porte e padrão não preparou uma equipe e não tinha insumos básicos para os primeiros socorros”.

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