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FBI investiga gigantes multinacionais por suspeita de corrupção no Brasil

[FBI investiga gigantes multinacionais por suspeita de corrupção no Brasil]
17 de Maio de 2019 às 18:29 Por: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Por: Redação BNews0comentários

A Johnson & Johnson, Siemens, General Electric e Philips estão sendo investigadas pelo FBI por supostamente terem pago propina no Brasil. O dinheiro fazia parte de um esquema de vendas de equipamentos médicos em solo tupiniquim.

Segundo a Reuters, as gigantes empresariais são suspeitas pagar, nos últimos 20 anos, funcionários do governo brasileiro para garantir contratos com programas de saúde pública em todo o país. As investigações estão demonstrando um esforço internacional sem precedentes para conseguir provar as irregularidades.

Mais de 20 empresas podem ter feito parte do cartel que subornou e cobrou do governo preços superfaturados por equipamentos médicos, como máquinas de ressonância magnética e próteses. De acordo com documentos judiciais e depoimentos obtidos por promotores, os intermediários recebiam comissões para garantir os contratos e fornecedores cobravam até oito vezes mais que o preço de mercado para conseguir cobrir o custo dos subornos.

As multinacionais norte-americanas e europeias que participaram desses atos ilícitos no Brasil podem ganhar multas pesadas e punições sob a Lei Americana Anticorrupção no Exterior (FCPA na sigla em inglês). A procuradora da República Marisa Ferrari disse à Reuters que as autoridades americanas do Departamento de Justiça e da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos têm compartilhado informações com o Brasil sobre o caso dos equipamentos médicos.

“Como o orçamento de saúde do Governo brasileiro é gigante, esse esquema é realmente massivo”, destacou Marisa. “Este primeiro caso é apenas uma pequena parte do que está por vir”, acrescentou a procuradora.

Promotores norte-americanos e brasileiros negociaram, em 2016, a maior multa administrativa do mundo. Foram 3,5 bilhões de dólares cobrados do da Odebrecht por sua participação no escândalo da Lava Jato.

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