Meio Ambiente

Após relatos de suposta onça em cidade baiana, biólogo orienta sobre comportamento do animal diante da presença humana

Leitor BNews e Arquivo/ICMBio
BNews conversou com biólogo Francisco Kelmo sobre suposta onça em cidade baiana  |   Bnews - Divulgação Leitor BNews e Arquivo/ICMBio
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 26/03/2026, às 11h07 - Atualizado às 11h53



Depois que moradores do distrito de Itacimirim, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) relataram avistar uma suposta onça na região, que estaria rondando ruas e áreas próximas a condomínios em construção, a equipe de reportagem do BNews entrou em contato com o biólogo Francisco Kelmo, que explicou a possibilidade de um animal deste porte ser encontrado no local em questão.

"Até onde me recordo existe registro poucos indivíduos de onças-pardas (Puma concolor) habitando naturalmente áreas de conservação no litoral norte da Bahia, particularmente em reservas florestais de empreendimentos privados. A onça-parda é uma espécie em risco de extinção no estado da Bahia", destacou.

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Questionado pela reportagem sobre qual seria o comportamento ideal de um ser humano ao avistar um animal deste porte, ele explica que "ao se deparar com uma onça-parda, deve-se manter a calma e priorizar a segurança, especialmente perto de áreas habitadas onde o risco de conflito aumenta".

"Evitar virar de costas, correr ou executar movimentos bruscos. Manter contato visual indireto, recuar lentamente. Se a fêmea estiver com seus filhotes ou estiver com sua presa, seja mais rápido mas sem correr. Em segurança contate as autoridades, Bombeiros, Polícia Ambiental, Ibama, etc", completou.

Além disso, o biólogo também explicou características físicas e comportamentais do animal. “Os machos medem de 102 a 154 cm de comprimento corporal (sem cauda), pesam 36 a 120 kg (média de 62kg na população brasileira), e as fêmeas 86 a 131 cm com 29 a 64 kg (média de 42kg no Brasil). Apesar do tamanho, não é naturalmente agressiva contra humanos, prefere fugir ou intimidar quando acuadas, especialmente se estiver defendendo os filhotes ou as suas presas”.

“Me recordo de poucos registros de ataques, sempre quando provocadas, tentam se defender de caçadores ou invasão do seu território. Ter esse animal por perto significa que o ambiente está restaurando seu equilíbrio. Essa espécie quase desapareceu de nosso estado, e precisa ser preservada”, completou.

Classificação Indicativa: Livre

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