Meio Ambiente

"Aumentar a ambição e facilitar a ação" será o foco da indústria na COP 29, diz CNI

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Entre outras ações, setor vai promover "Dia da Indústria Brasileira", no Pavilhão do Governo Brasileiro em Baku  |   Bnews - Divulgação Divulgação / CNI

Publicado em 04/11/2024, às 09h28 - Atualizado às 09h52   Verônica Macedo e Andrea Vialli



Para a indústria brasileira, a COP 29, que começa no dia 11 de novembro em Baku, no Azerbaijão, será um momento propício para discutir o avanço na agenda climática antes da COP 30, prevista para ser realizada no Brasil, em 2025. A edição deste ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas trará como tema central os chamados "meios de implementação" - na prática, o financiamento para a transição energética e para a adaptação aos eventos climáticos que já estão ocorrendo.

"Os pilares dos debates e negociações serão aumentar a ambição e facilitar a ação, tanto para a mitigação de emissões quanto para lidar com perdas e danos", diz Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entidade que representa o setor produtivo responsável por 20,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

A CNI estruturou uma estratégia com várias ações para a COP 29, mas já com um olhar para a COP 30 que, nas palavras de Bomtempo, "será histórica, pois acontecerá pela primeira vez no Brasil, na cidade de Belém, localizada na região amazônica".  

As ações em Baku incluem articulação e influência, promoção e produção de conhecimento, a exemplo do evento “Diálogo Pré-COP 29", que foi realizado em 3 de outubro em São Paulo, e tratou do papel da indústria na agenda climática. O encontro reuniu representantes da indústria, governo, sociedade civil e outros setores para debater as prioridades da agenda climática global.

Na COP 29, a CNI participa das negociações como membro observador entre os dias 11 e 22 de novembro e coordena o estande brasileiro “Brazilian National Confederation of Industry: for a low carbon industry” na Zona Verde - nas COPs do clima, essa área é onde estão concentradas as atividades da sociedade civil, são instalados espaços de exposição e realizados eventos paralelos às negociações climáticas. 

No espaço, serão apresentadas iniciativas da indústria brasileira nas áreas de descarbonização, transição energética, financiamento climático, estratégias net zero e negociações climáticas. A CNI também vai promover eventos paralelos, como o “Dia da Indústria Brasileira” no Pavilhão do Governo Brasileiro, no dia 18 de novembro. "Vamos publicar uma série de documentos, incluindo o position paper da Indústria Brasileira para a COP 29, com as principais posições do setor", afirma Bomtempo.

O setor industrial representa 22% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, de acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG Brasil). Segundo a plataforma, as emissões do país totais são divididas em cinco setores, além dos processos industriais: Mudanças de uso da terra e florestas (MUT): 49%; Agropecuária 25%; Energia 22% e Resíduos: 4%.

O BNews estará presente na Conferência das Partes deste ano - outra denominação conferida ao evento climático global, realizando cobertura jornalística completa através de seu site e redes sociais.

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