Meio Ambiente

BNews COP30: Cerca de 60% da indústria nacional consideram a conferência importante, revela pesquisa

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Mais de 70% dos empresários entrevistados acreditam que COP30 fortalece imagem da indústria brasileira no exterior  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2025, às 10h10 - Atualizado às 10h22



No cenário atual, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser um pilar estratégico para as empresas. Nesse contexto, o número de negócios comprometidos com políticas ESG em sua cultura organizacional e operações também avançou. Essa mudança de postura ganha ainda mais relevância diante da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, marcada para novembro em Belém (PA), e considerada importante por 54% dos industriais brasileiros, segundo a pesquisa “Sustentabilidade e Indústria”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Para o setor, o evento trará um impacto positivo, pois se terá a oportunidade de atrair investimentos tanto para inovação como para a descarbonização. Tanto que 75% dos empresários acreditam que a conferência pode fortalecer a imagem da indústria brasileira no exterior, ampliando o protagonismo do Brasil na agenda climática internacional.

“A COP30 será um marco para reforçar o papel da indústria brasileira na transição para um modelo mais sustentável. É uma oportunidade para mostrar ao mundo nossa capacidade de inovar e de contribuir de forma efetiva para a agenda climática global, fortalecendo o protagonismo do Brasil nesse movimento”, revela Augusto Freitas, presidente-executivo da Cristalcopo e fundador do projeto de economia circular, Recicla Junto.

Entre as regiões que com mais expectativas, Norte e Centro-Oeste, se encontram com 64%, e logo após, a região Nordeste com 60%. Já as regiões Sudeste e Sul, possuem, respectivamente, 53% e 50%, de confiança na conferência.

No entanto, obstáculos ainda existem. De acordo com as entrevistas, os maiores entraves ainda estão ligados ao custo elevado de tecnologias sustentáveis (38%), falta de incentivos e políticas públicas específicas (36%), a complexidade regulatória e burocrática (29%) e falta de financiamento ou crédito direcionado (18%).

“Investir em práticas sustentáveis é essencial para que a indústria brasileira avance de forma responsável e competitiva. Ao mesmo tempo, é preciso reduzir os entraves existentes — sejam regulatórios, tecnológicos ou financeiros — para que essas iniciativas possam ser aplicadas de forma efetiva e tragam resultados concretos para o setor e para o meio ambiente”, conclui Freitas.

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