Meio Ambiente

BNews COP30: ONU ressalta importância da juventude em discussão sobre compromisso com meio ambiente

Divulgação / Agência Gov
ONU aproveitou o Dia Internacional da Juventude para discutir papel de novas gerações com meio ambiente  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Agência Gov
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 12/08/2025, às 10h30 - Atualizado às 10h46



A Organização das Nações Unidas (ONU) aproveitou o Dia Internacional da Juventude, que é celebrado nesta terça-feira (12), para discutir o papel das novas gerações com o meio ambiente e, consequentemente, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30), que vai acontecer em novembro, em Belém, no Pará. 

De acordo com informações do portal Metrópoles, a representante oficial da juventude na Conferência, Marcele Oliveira, carioca e de 26 anos, destacou a relevância das discussões envolvendo jovens vindos de periferias. 

“Como uma jovem negra periférica, para mim, o debate sobre a Conferência do Clima que acontece no Brasil é também o debate sobre a importância da pauta de justiça climática ser protagonizada pelas periferias do Brasil e do mundo, onde os efeitos e as consequências das mudanças climáticas chegam mais rápido e de forma mais devastadora. Lidar com as enchentes, com as secas, com as ondas de calor já faz parte do nosso dia a dia”, disse ela, segundo a reportagem. 

A jovem ativista indígena, Rayane Xipaia, de 23 anos, integrante do Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Mudanças Climáticas, ressaltou a importância de ampliar os debates envolvendo os povos tradicionais também com a juventude. 

“Esse espaço serve para ouvir, dialogar e construir a partir da multiplicidade das nossas cosmovisões, ideias que partem da nossa ancestralidade, mas que também dialogam com o saber científico. E acredito que na COP 30 essa juventude pode ser fortalecida considerando as movimentações que têm sido feitas para uma maior participação dos povos indígenas”, contou ela, na matéria. 

“Hoje estamos ocupando as escolas, faculdades, pós-graduações, buscando se especializar em diversas áreas e tópicos para que nós mesmos possamos escrever e falar sobre nós, sobre as nossas narrativas que por muito tempo foram invisibilizadas ou distorcidas. Então hoje mostramos a nossa capacidade que não é inferior à de ninguém. Trazemos o nosso nível técnico científico, aprimorado pela nossa ancestralidade”, continuou. 

Para a COP30, há três medidas que devem engajar a juventude. A primeira foi proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se do balanço ético autogestionado, liderado pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; a segunda é direcionada para produtores de conteúdo, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco; e a terceira é um canal online para que a juventude, sobretudo periférica, possa expor suas implicações e ideias.

“O legado que nós queremos deixar é não somente uma COP de implementação, que de fato salve a vida das pessoas, mas também um debate de justiça climática que tenha o pé no chão, que tem o coração dentro da floresta, que tem a consciência fluindo junto com os rios e que entenda que em lugar nenhum do mundo nós precisamos de mais carros, mais prédios, de mais concreto. Nós precisamos de reconexão com a natureza, de educação climática e de financiamento para que as periferias possam se adaptar às consequências do clima”, concluiu Marcele na reportagem.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)