Meio Ambiente

BNews COP30: Povos indígenas fazem protesto contra o garimpo em seus territórios na Marcha Mundial pelo Clima

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O quinto dia da COP30, em Belém, no Pará, começou com manifestação  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Andrea Vialli / BNews

Publicado em 15/11/2025, às 15h06   Por Andrea Vialli e Leonardo Oliveira



O quinto dia da COP30, em Belém, no Pará, começou com manifestação neste sábado (15). A equipe do BNews acompanha a Marcha Mundial pelo Clima que teve início no começo da manhã. Segundo os organizadores, a mobilização reuniu 50 mil pessoas e cerca de 1500 movimentos sociais, ativistas e vários grupos de povos originários, quilombolas, de agricultura familiar, protestando pela justiça climática.

Eles buscam serem ouvidos e terem seus pleitos atendidos, que o aquecimento global não traga mais malefícios aos seus territórios e realmente seja uma pauta durante as negociações da COP.

Os povos indígenas fizeram um protesto contra o garimpo durante a Marcha. De acordo com Bia Kokama, liderança indígena do povo Kokama, do Alto Solimões (Amazonas), que faz parte da cúpula da Rede GTA e levou mais de 20 delegações à Cúpula dos Povos, em Belém, os povos originários estão sendo bastante afetados por conta da ação de grileiros, fazendeiros que roubaram as suas terras e poluíram os rios.

“Estamos sendo bastante afetados com as mudanças climáticas e falam que somos nós, os povos originários que estão fazendo isso. Quem está fazendo isso são os grileiros, fazendeiros, as pessoas que estão roubando de nós. No nosso solo, estão roubando de nós. A água potável não tem mais porque há mercúrio dentro dos nossos rios. O rio que eu nasci (Jandiatuba) está cheio de mercúrio”, denuncia.

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A líder indígena pede que sejam demarcadas mais terras para os povos originários e pede o veto à “PL da Devastação”, Projeto de Lei (PL) 2.159/2021 que dá às várias esferas de governo a possibilidade de dispensar licenças e realizar ritos simplificados e acelerados para liberar obras e atividades econômicas de impacto ambiental de forma generalizada.

O texto foi aprovado pela Câmara em julho e vetado parcialmente por Lula em agosto, convertendo-se na Lei 15.190/2025. O Congresso aguarda apenas o fim da COP30 para analisar os vetos do presidente à lei do licenciamento ambiental. A princípio, a votação deve ocorrer no próximo dia 27.

“Hoje eu peço para o presidente (Lula) que seja demarcado mais terras de povos indígenas, que venha mais demarcação para os povos dentro do Amazonas, onde tiver povos originários, que venha liberar essas terras. Que ele venha dizer sim à liberação e dizer não a PL da devastação”, finaliza.

Classificação Indicativa: Livre

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