Meio Ambiente
Publicado em 01/11/2024, às 05h30 Publicado por Vagner Ferreira
Durante Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP-FI), que aconteceu nesta terça-feira (29), na COP16 da Biodiversidade, foi informado que o Brasil vai apresentar o projeto de taxonomia sustentável do país durante a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 29). O evento vai acontecer entre os dias 11 e 22 de novembro, em Baku, capital do Azerbaijão, e contará com cobertura completa do BNews.
De acordo com informações da coluna Capital Reset, na portal Uol, o Ministério da Fazenda vai aproveitar a Conferência para abrir uma consulta pública, possibilitando que demais setores sociais possam fazer contribuições até março de 2025, para que, assim, o documento seja finalizado em abril do mesmo ano.
O Brasil incluirá sete objetivos ambientais e quatro sociais no documento de taxonomia. O foco inicial está em temas como: mitigação da mudança do clima; adaptação às mudanças climáticas; uso sustentável do solo e conservação; manejo e uso sustentável das florestas; redução de desigualdade socioeconômica, considerando aspectos raciais e de gênero; e redução de desigualdades regionais e territoriais do país.
Cerca de 20 ministérios, órgãos reguladores do sistema e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estiveram envolvidos com a criação do projeto. Dentre eles: a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a de Seguros Privados (Susep).
A gerente de projetos da Secretaria Executiva da Fazenda, Luiza Sidonio, disse em reportagem da Capital Reset: “A taxonomia brasileira não é apenas ambiental, mas também social e inclui o setor rural. Estamos abrangendo oito cadeias de valor, sendo que três delas se destacam pelo aspecto social e de biodiversidade: as de cacau, peixe e espécies nativas”.
Vale ressaltar que taxonomia é o ramo da biologia que classifica os seres vivos em sete categorias, desde o reino até a espécie. Pelo mundo, há, aproximadamente, 50 taxonomias sendo desenvolvidas. A gerente de projetos ressalta que cada país tem duas demandas e especificidades, e com o Brasil não será diferente, mas que o país vai olhar para outros projetos para ter como referência na criação.
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