Meio Ambiente

COP29: Conferência inicia com apelo ao acordo climático e ressalta crises políticas mundiais; saiba mais

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Conferência vai acontecer até dia 22 e a jornalista Andrea Vialli está no país-sede para cobertura completa do BNews.  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 11/11/2024, às 09h21   Publicado por Vagner Ferreira



Começou nesta segunda-feira (11), em Baku, no Azerbaijão, a 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), com o apelo à colaboração dos países ao compromisso climático mundial. O evento vai acontecer até o próximo dia 22 e a jornalista Andrea Vialli está no país-sede para cobertura completa do BNews. 

De acordo com o portal Exame, o discurso de abertura ressaltou o impacto do clima pelo mundo, além das consequências da eleição de Donald Trump, visto que o presidente eleito já declarou durante seu primeiro mandato, abandonar o Acordo de Paris. Entretanto, os EUA é o segundo maior emissor dos gases de efeito estufa no mundo. 

O ministro da Ecologia do Azerbaijão, Mukhtar Babaiev, alertou para o resultado das negociações. “Estamos nos encaminhando para a ruína. E não se trata de problemas futuros. A mudança climática já está aqui”, disse, de acordo com a reportagem do Exame. “Chegou o momento da verdade”, continuou.

O secretário executivo da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, declarou que a Conferência deve expressar que a cooperação mundial “não está em ponto morto”. 

Após a abertura, a previsão é que os líderes mundiais se reúnam por dois dias. Porém, os principais chefes de estado não estarão presentes, como Joe Biden (EUA), Lula (Brasil) e Emmanuel Macron (França). Ainda, as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio e o resultado das eleições americanas tem desviado atenção das perspectivas diplomáticas.

No geral, a Conferência deve contar com representantes de quase 200 países. A negociação foi feita durante meses por esses países, com o intuito de formalizar um novo valor para as nações mais desenvolvidos e que emitiram maiores gases do efeito estufa, para assim serem repassados as que estão em desenvolvimento. 

As nações devem chegar, inclusive, a um acordo sobre quem paga esses valores. Em 2009, mais de 30 países assumiram a missão dos 100 bilhões de dólares, mas a China, principal emissora de gases do efeito estufa, ficou de fora. Dessa vez, os Estados Unidos e a União Europeia querem que Pequim também faça parte do financiamento.

O valor deve ser direcionado para a mitigação da emissão de gases do efeito estufa, através de uma grande conversão energética mundial, além da construção de barragens, da adaptação das residências às temperaturas extremas, do uso de cultivos resistentes à seca, e mais

A América Latina emite menos de 10% de gases do efeito estufa. Entretanto, é a mais impactada negativamente com o aquecimento global. As negociações sobre a agenda se prolongaram até a madrugada desta segunda-feira, segundo observadores do centro de estudos C2ES.

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