Meio Ambiente
A mais alta autoridade climática dos Estados Unidos, Paul Podesta, deu uma forte declaração durante seu pronunciamento à imprensa na COP 29, em Baku, no Azerbaijão. Ele afirmou ser claro que o novo governo de Donald Trump vai tentar dar meia volta nas políticas verdes do país.
Ainda assim, o representante africano chegou a afirmar que a luta contra o aquecimento global é maior que um governo ou qualquer ciclo político em um país.
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Ainda em seu pronunciamento, Podesta mencionou uma longa lista de eventos registrados em 2024, como os tufões no Sudeste Asiático, que causaram prejuízos de mais de U$ 16 bilhões e os incêndios na Amazônia e no Pantanal, alegando que "nada disso foi uma farsa".
Estou plenamente ciente da decepção que, em certas ocasiões, os Estados Unidos causaram para as partes do regime [climático internacional], que passaram de uma liderança engajada e efetiva seguida por um repentino desengajamento depois de uma eleição presidencial", afirmou.
Quase seis de cada dez novos empregos criados na esteira do pacote verde ficam em distritos eleitorais dominados por políticos do Partido Republicano. Na visão de Podesta, a pressão dos eleitores será uma força importante para a manutenção das políticas voltadas à transição.
Enfrentaremos ventos contrários? Sem dúvida. Mas voltaremos ao sistema de energia dos anos 1950? De jeito nenhum. Estamos aqui [na COP29], para manter viva a meta de 1,5 ºC", disse.
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