Meio Ambiente
Publicado em 18/10/2024, às 11h39 - Atualizado às 12h49 Publicado por Vagner Ferreira
Os Ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores realizaram, nesta quinta-feira (17), no Palácio Itamaraty, em Brasília, um briefing à imprensa sobre a participação do Brasil na 29ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima (COP29). O evento mundial vai acontecer em Baku, no Azerbaijão, entre 11 e 22 de novembro e contará com cobertura completa do BNews.
No local, estiveram presentes: o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador André Corrêa do Lago, e a secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni.
Na ocasião, foram pontuados temas relacionados ao financiamento previsto no Acordo de Paris, discussões envolvendo o mercado de carbono e temas referentes à adaptação e à mitigação para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Em relação ao acordo de Paris, que foi estabelecido durante a COP 21, em 2015, e aprovado por 195 países presentes na Conferência, o decreto é de que as nações desenvolvidas façam um investimento anual de US$ 100 bilhões, referente a adaptação em países em desenvolvimento, para evitar problemas envolvendo ações climáticas.
A secretária elencou cinco macro temas para serem discutidos. São eles: transparência; quanto de dinheiro o fundo terá; quem paga; por quanto tempo; e o que esse fundo vai financiar. Tratando-se de adaptação, ela informou que as discussões e os acordos obtidos no Azerbaijão devem direcionar a realização da próxima conferência, que vai acontecer em Belém (PA), no Brasil.
Um dos tópicos a serem discutidos na expectativa por avanço na Conferência será sobre o Plano Nacional de Adaptação, que viabiliza diferentes alternativas em relação a custos e êxitos referente ao corte de emissões.
O plano propõe soluções de baixo carbono, além de alta na eficiência de energia, na oferta de hidrogênio verde e no uso de outros combustíveis de baixa emissão, até a coleta seletiva de lixo e o aproveitamento energético dos resíduos sólidos.
“Poucos países têm planos nacionais de adaptação. São muito poucos, se eu não me engano são 47 dos mais de 194 países na UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). O Brasil é um dos que tem um plano nacional. Esse debate nacional e internacional neste tema foi muito interessante e teve avanços interessantes da nossa perspectiva também”, revelou a secretária, Ana Toni.
O embaixador André Corrêa do Lago falou sobre a Contribuição Nacionalmente Determinada, em que cada país apresenta propostas referentes à redução na emissão de gases de efeito estufa.
Segundo ele, o presidente Lula e o secretário-geral da ONU, António Guterres, estão empenhados com a causa. O país se comprometeu com uma redução de 48% até 2025 e em 53% até 2030, tendo em vista os dados de 2005, e com o intuito de atingir a emissão líquida zero em 2050.
O sistema de negociação de créditos de carbono é tema de relevância que será pontuado pelo Brasil na Conferência. A secretária ressalta que tal mercado tem uma relação direta com a situação envolvendo as mudanças climáticas do Brasil.
“Enquanto a gente está debatendo aqui no nosso Congresso o mercado de carbono nacional, que ainda está para ser votado, a área internacional está andando. A gente sentiu que está andando mais rapidamente agora e que talvez cheguemos no final da COP 29 a um acordo”, concluiu Toni.
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