Meio Ambiente

COP29: “Nenhum país tem um código florestal como esse que nós temos”, afirma deputado federal Arnaldo Jardim

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Deputado diz que Brasil ainda tem 60% do seu territorial de cobertura vegetal nativa e isso será colocado na mesa da COP 29  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 05/11/2024, às 05h30



A COP 29 do Azerbaijão começará na próxima segunda-feira (11) e o evento se constitui no momento em que o mundo todo se encontra para discutir a questão das mudanças climáticas. O deputado federal Arnaldo Jardim (Partido Cidadania / SP) afirma que governo nacional terá sua representação e a sociedade brasileira também estará lá, no continente asiático, de forma consistente.

“Desde o parlamento, o congresso vai ter uma delegação, desde aquilo que são os diferentes segmentos. A agricultura terá sua representação, terá sua voz, a indústria também, setores econômicos e setores da sociedade. Eu, particularmente, vou na comitiva da Confederação Nacional da Indústria, que é dirigida pelo baiano Ricardo Antônio Alvarez Alban. Por que nós vamos lá? Porque é um encontro em que o mundo está redefinindo compromissos e regras. Porque é o momento que prepara a COP30, que será no Brasil. Porque nesse encontro do Azerbaijão vai ser discutida a questão do financiamento, e nós vamos lá para propor”, assegurou o deputado Jardim em entrevista exclusiva para o BNews.

Segundo ele, a intenção é que o Brasil seja reconhecido por ter uma legislação ambiental das mais rigorosas do mundo. “O Código Florestal é um exemplo, e ninguém, nenhum país tem um código como esse que nós temos”, esclareceu.

De acordo com Arnaldo Jardim, o Brasil possui iniciativas de captura de carbono. “No caso dos biocombustíveis, temos outras iniciativas para a produção de energia renovável, temos uma matriz de energia mais renovável do planeta e nós queremos ter um reconhecimento por isso. E quando o Brasil tem ainda 60% do seu territorial de cobertura vegetal nativa, nós queremos colocar isso na mesa. Afinal de contas, muitos países que nos cobram a manutenção de nossas reservas florestais acabaram com as suas, e precisam, no mínimo, nos ajudar a manter as nossas reservas, que servem, não ao Brasil, a todo o planeta”, salientou.

E conclui: “É com essa pauta propositiva, reconhecimento das externalidades do Brasil, reconhecimento da necessidade de consolidar o mercado de carbono, que tenha claros critérios e financiamento para manter florestas em pé e que tenha a remuneração pelas energias renováveis e corte drástico dos subsídios que se praticam a energia fóssil, é com essa disposição que nós vamos à COP29 no Azerbaijão”.

O BNews estará presente na Conferência das Partes deste ano - outra denominação conferida ao evento climático global -, realizando cobertura jornalística completa através de seu site e redes sociais.

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