Meio Ambiente
por Vagner Ferreira
Publicado em 05/06/2025, às 11h49 - Atualizado às 12h19
Belém vai sediar, em novembro deste ano, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A expectativa é de alta na economia local e de aquecimento no turismo. No entanto, alguns setores podem se aproveitar da ocasião para gerar lucro acelerado.
A empresa Airbnb, por exemplo, está sendo investigada por aumento excessivo nos preços das ofertas. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por sua vez, afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que "em momento algum (...) sugeriu ou orientou valores a serem cobrados pelos alugueis dos imóveis, tampouco motivou especulação imobiliária nociva", conforme informações do jornal O Globo.
O procedimento teve início após proprietários de Airbnb começarem a cobrar serviços dez vezes mais caros depois de participarem de um curso promovido pelo Sebrae, denominado ‘Obtenha renda extra sendo um anfitrião do Airbnb’, no qual foi debatido, entre outros temas, a precificação. No geral, houve 62 turmas, com 4.325 participantes. O Cade, no entanto, exigiu pronunciamento aos envolvidos.
O diretor-superintendente do Sebrae/PA, Rubens da Costa Magno Júnior, justificou que a parceria com o Airbnb em 2024 “tem por objetivo estimular o turismo na cidade de Belém em preparação para a COP30, auxiliando os anfitriões a melhorarem suas habilidades na acomodação dos hóspedes do evento", conforme a reportagem.
A empresa entrou em contato com o BNews e informou, em nota, que "o Airbnb recebeu o ofício, já apresentou os esclarecimentos iniciais solicitados e continua à disposição do Cade".
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