Meio Ambiente

Desmatamento na Amazônia cresce em ritmo acelerado desde 2024

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Desmatamento preocupa preparativos para a COP30  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Agência Brasil
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 25/04/2025, às 09h40 - Atualizado às 11h18



Os níveis de desmatamento na Amazônia Legal aumentaram 18% entre agosto de 2024 e março de 2025, em comparação com o mesmo período dos anos anteriores — 2023 e 2024. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (24) pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD).

O SAD é uma ferramenta do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) que monitora mensalmente o ritmo do desmatamento e da degradação florestal na região, com base em imagens dos satélites Landsat 7 e 8, da Nasa, e Sentinel 1A, 1B, 2A e 2B, da Agência Espacial Européia (ESA)..

De acordo com o SAD, a área desmatada equivale à soma da cidade de São Paulo com os municípios do ABC paulista: ao todo, 2.296 km². Segundo o Imazon, este é o maior volume de desmatamento já registrado no período analisado. Até o momento, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou sobre o assunto.

Ainda segundo os dados, a área degradada da Amazônia foi de 34.013 km² entre agosto de 2024 e março de 2025, um aumento de 329%. O avanço é atribuído às queimadas que atingiram grandes áreas da floresta em 2024.

Ao longo de 2024, a Amazônia registrou a maior taxa de degradação dos últimos 15 anos, de acordo com o Imazon. Apesar disso, entre outubro de 2024 e março de 2025, o ritmo de degradação se estabilizou. Os altos índices de violação ambiental preocupam, pois contrariam as metas e os compromissos assumidos pelo Brasil de preservar a floresta até 2030 e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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