Meio Ambiente
Publicado em 31/03/2026, às 20h34 Redação
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) inaugurou, nesta terça-feira (31), o Minex Hub Professor Hélio Rocha, um espaço dedicado ao desenvolvimento tecnológico e à conexão entre diferentes atores do setor mineral e tecnológico na Bahia. Durante o evento, o presidente da companhia, Henrique Carballal apresentou a iniciativa e esclareceu as informações sobre diálogos com uma empresa norte-americana para uma possível sociedade envolvendo terras raras no estado.
“A gente está conversando e a gente conversa com qualquer nacionalidade: americano, chinês, coreano, japonês, alemão, francês, espanhol, africano. Inclusive, vou ter duas reuniões com embaixadores da África. A gente está negociando, inclusive, a participação da CBPM em países africanos, para a gente desenvolver a mineração em alguns países africanos [...] mas nós não temos coloração nacional. Somos um estado que sabe a importância do seu povo, da necessidade de construir parcerias”, iniciou o presidente.
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De acordo com ele, o estado tem 61 áreas de terras raras, que são, na verdade, grupos de 17 elementos químicos essenciais para a alta tecnologia, usados, por exemplo, em ímãs de alta potência, celulares, veículos elétricos e energia renovável. O grande desafio é, segundo Carballal, a tecnologia inicialmente para identificar essas áreas e depois para extrair.
“A CBPM desenvolveu a tecnologia, identificou. Nós temos hoje 61 áreas de terras raras. Em oito dessas, nós iremos, em 90 dias, apresentar o relatório final de pesquisa à Agência Nacional de Mineração. Ou seja, logo em seguida a gente vai poder já pedir a portaria para poder explorar essas terras raras”, afirmou.
“Eu estou afirmando que a CBPM tem condição de ter uma mina de terras raras ainda este ano aqui na Bahia. E essa mina, isso que vocês precisam entender, não adianta a gente retirar para vender. A gente precisa ter a tecnologia, em primeiro lugar para purificar, em seguida, para oxidar, para aí depois separar os elementos químicos e esses elementos estarem prontos para serem utilizados pelas grandes indústrias de desenvolvimento de tecnologia, focado na inteligência artificial, na computação quântica”, complementou.
Carballal classificou o desenvolvimento desta tecnologia como um “grande momento” para o estado e destacou que está negociando com empresas que possam transferir novas tecnologias. “A gente não conversa com quem quer receber terras raras apenas como commodities”, disse.
“Por exemplo, o estado de Goiás assinou com o governo dos Estados Unidos um termo de confidencialidade inócuo. Ele não tem nenhum requerimento de terra rara, ele não tem nada. Nós temos aqui na Bahia e nós temos condições de negociar. Naturalmente que essa negociação, por isso a gente não pode anunciar ainda nada, depende exatamente de garantir que os interesses do povo baiano estejam acima de qualquer interesse”, finalizou.
Hub professor Hélio Rocha
As declarações do presidente aconteceram no evento de inauguração do Hub Professor Hélio Rocha. O espaço vai abrigar e garantir patrocínio a 20 startups da área, além de oferecer estrutura para outros atores da cadeia da mineração. O foco da iniciativa é o incentivo à pesquisa aplicada, ao desenvolvimento tecnológico e à geração de negócios.
Estiveram no evento o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Daniel Almeida; o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcius Gomes; e a deputada estadual Fabíola Mansur, entre outras autoridades, representantes do setor produtivo e estudantes das geociências.
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