Meio Ambiente
Durante o 3º Congresso Direito e Sustentabilidade, o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou que a Margem Equatorial brasileira tem uma perspectiva de 30 bilhões de barris de petróleo a ser explorada. Entretanto, a exploração está sendo embarreirada por questões ambientais.
“Há toda uma discussão ambiental acerca desse tema. Primeiro possíveis acidentes ambientais, segundo esse tema de transição energética, onde países do norte global têm pressionado o sul global para reduzir gases de efeito estufa. Mas o Brasil não deveria ser pressionado dessa forma”, disse.
Segundo ele, o país tem uma matriz elétrica 90% renovável, mas defendeu que a riqueza petrolífera também seja usada, principalmente em áreas de pobreza, para promover o desenvolvimento econômico e social. O presidente da FUP reclamou ainda da demora do Ibama para dar autorização para uma exploração, culpando as pautas ambientais que ocorrem em 2025, como a COP30.
“Não há justificativa para o Ibama não dar a licença para esse poço pioneiro ser realizado, porque todas as exigências foram cumpridas pela Petrobras. Inclusive, sugerimos que o presidente do Ibama aproveite essa oportunidade para cobrar a utilização da renda petrolífera para grandes projetos sociais e ambientais”, contou.
Bacelar afirmou ainda que a exploração da margem equatorial precisa ser definida o quanto antes porque, em 10 anos, o pré-sal terá uma queda na produção de petróleo, deixando o Brasil dependente de importação. “Essa é a grande preocupação, a garantia de soberania energética brasileira”.
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