Meio Ambiente
por Lucas Pacheco
Publicado em 25/10/2025, às 14h03 - Atualizado às 14h06
Durante a passagem da Expedição Brasil Paraíso Restaurável, iniciativa da Fundação Toyota, neste sábado (25), em Salvador, onde encontrou a equipe da Orla Brasil, responsável pela transformação da Orla de Pituaçu, José Roberto Manna, chefe da expedição, que segue para a COP30, em Belém, e Coordenador Tenico do Projeto Águas da Mantiqueira, conversou com o BNews e destacou a necessidade de se pensar em sustentabilidade.
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"Nós pensamos em sustentabilidade em dois pontos centrais: Sustentável, acima de tudo, é o que está vivo. E sustentabilidade pode ser atingida com a parcimônia do passado. Então, a gente olha para a natureza excepcional do Brasil, as duas grandes formações florestais, Mata Atlântica e Floresta Amazônica, e a gente se apercebe que boa parte dela foi desmatada, mas que cada remanescente pode irradiar um caminho de volta, porque vida pode ser definida como movimento. O que nós precisamos fazer? Abrir espaços para que a natureza se regenere, auxiliar a natureza. Este é o grande objetivo do programa de restauração ecológica e biocultural do Projeto Águas da Montiqueira, da Fundação Toyota e de muitos parceiros. Como vida é movimento, a gente precisa desobstruir os impedimentos, permitir que a vegetação natural se regenere e a fauna retorne. O objetivo do Projeto Brasil Paraíso Restaurável é dar uma contribuição a partir da Mata Atlântica, indo em direção à floresta amazônica, mas particularmente em trazendo pessoas nesse intercâmbio", disse.
Ainda segundo Manna, é preciso olhar para trabalhos de precursores antigos como Darwin, entre outros, analisar o que eles viram no passado e verificar se o que foi visto ainda é percebido nos dias de hoje.
"Darwin é outra inspiração nossa. E mais dois, Wallace e Bates, que navegaram pelo Amazonas. A gente olha a experiência excepcional dessas cinco pessoas, sua sabedoria do passado, seu entendimento da vida que eles encontraram. Fazemos uma pergunta, o que eles viram está presente hoje? Se a resposta é sim, precisamos protegê-lo. Se aquilo que eles viram em termos de biodiversidade estiver ausente, nós precisamos restaurar. A gente se inspira no trabalho de muita gente, de pesquisadores que viram e registraram que existe um lugar especial no planeta que se assemelharia a um paraíso por toda a sua vida e toda a sua beleza. E este lugar seguramente está no continente americano e está nesse país que é o Brasil. Apesar de tudo que nós fizemos, cada remanescente de vegetação natural é um ponto de conhecimento e de radiação", afirmou.
O vice-presidente da Orla Brasil, Gustavo Borges, falou da parceria entre a expedição e a Orla Brasil e destacou a busca de soluções de pesquisa de como viver em harmonia.
"A expedição que a gente acabou de receber aqui vai buscar soluções de pesquisa de como viver em harmonia. A cidade, essa obra linda de urbanização que foi feita aqui em Pituaçu, com os prédios, os moradores, as pessoas que vêm jogar seu baba, as pessoas que vêm frequentar a praia, com o meio ambiente, com o respeito ao meio ambiente, com a sua conservação e melhor: o que a gente viu hoje na expedição. Com, talvez, a regeneração, regeneração de áreas que existiam aqui anteriormente, mas que agora vão passar a frequentar. A gente está muito feliz de dividir essa experiência com vocês do BNews, falar que a gente está pronto para receber todo mundo no verão com a melhor praia possível. Essa praia aqui vai ser lixo zero. A gente vai tratar melhores procedimentos de economia circular, evitando que os resíduos venham para cá, que a gente libere mais lixo. Esse é um desafio que a gente assumiu na Orla Brasil com a cidade de Salvador", alegou.
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