Meio Ambiente

Hospedagem nas alturas! Governo toma decisão sobre COP30 em Belém após críticas por preços altos

Fabiola Sinimbú/Agência Brasil
País insiste em manter conferência em Belém devido a proximidade com Amazônia  |   Bnews - Divulgação Fabiola Sinimbú/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 01/08/2025, às 11h29 - Atualizado às 12h25



O governo brasileiro decidiu manter a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no Pará, apesar das críticas de autoridades internacionais em relação à alta nos preços de hospedagem. O custo elevado pode, inclusive, levar à ausência de delegações de países em desenvolvimento no evento.

Segundo informações do Valor Econômico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste na escolha da capital paraense devido à proximidade com a Amazônia, o que reforça o foco nas discussões sobre florestas. Uma proposta oficial com os detalhes da realização do evento deve ser enviada até o dia 11 de agosto.

“Uma nova reunião está agendada para o próximo dia 11 de agosto, com o objetivo de dar continuidade ao diálogo sobre o conjunto de ações para a realização da COP30. Estarão em pauta temas como acomodação, transporte, segurança, alimentação e outros aspectos essenciais para o sucesso da conferência”, informou a Secretaria Extraordinária para a COP, em nota.

As críticas foram levantadas durante uma reunião da ONU Clima, na terça-feira (29), por representantes de países africanos, latino-americanos e de pequenos Estados insulares. Segundo a secretaria, “o plano de acomodação está sendo implementado em fases, com prioridade, nesta etapa, para as delegações que participarão diretamente das negociações oficiais da COP30”.

Em entrevista a correspondentes estrangeiros, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, afirmou que o governo está se mobilizando para conter os preços:

“A Casa Civil está coordenando um grupo de trabalho. É um esforço muito grande do governo para tentar fazer com que os hotéis reduzam os preços, porque a legislação brasileira não permite impor isso diretamente. Talvez os hotéis ainda não tenham se dado conta da crise que estão provocando”, disse.

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