Meio Ambiente
Na manhã desta quarta-feira (17), a Coordenadora de Conservação do Projeto Tamar, Nathalia Berchieri, em entrevista ao projeto Junho Verde, destacou como a sustentabilidade está inserida nas atividades desenvolvidas pela instituição e afirmou que ela vai muito além da preservação das tartarugas marinhas.
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Presente no Glass Studio do Bnews, no Shopping da Bahia, a coordenadora alegou que o conceito está presente em todas as frentes de atuação do projeto, buscando conciliar a conservação da biodiversidade marinha com o desenvolvimento social e econômico de comunidades.
"A gente está na comunidade e dar oportunidade para essas pessoas. Há pessoas das comunidades sendo líderes. Estamos sempre apoiando atividades culturais comunitárias, valorizando o local onde a gente atua", afirmou.
Nathalia também expôs quais são hoje as principais ameaças às tartarugas marinhas no Brasil e na Bahia.
"Existem muitas ameaças ainda. Quando a gente começou as ameaças eram humanas. Antigamente era consumida a carne e os ovos. As tartarugas só saem do mar após atingirem a idade adulta (20 - 30 anos). Elas continuam ameaçadas de extinção, mas das 7 espécies que existem no mundo, 5 a gente tem no Brasil e quatro usam as praias baianas para se reproduzirem. As principais ameaças são a pesca incidental (um dos principais fatores) e a iluminação da praia com luzes diretas e indiretas ( prejudica a caminhada dos filhotes para chegarem ao mar)", pontuou Berchieri.
Durante o bate papo ela ainda apontou como hábitos simples da população podem contribuir para a preservação dos oceanos e da fauna marinha, como a educação ambiental ainda é a ferramenta mais poderosa para garantir a conservação dos oceanos, de que forma as mudanças climáticas gerando consequêncis no comportamento, na reprodução e na sobrevivência das espécies monitoradas pelo Projeto Tamar, entre outros assuntos.
Nathalia Berchieri salientou qual a principal mensagem que a instituição busca transmitir à sociedade.
"Essa ligação que a gente tem com o oceano que é o segundo pulmão do planeta. A gente sentir parte, representado. Não somos uma espécie superior; a gente faz parte do meio ambiente, a gente é o meio ambiente", concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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