Meio Ambiente
por Alex Torres
Publicado em 29/06/2025, às 06h00
A busca por aceitação nas redes sociais e perante o público faz com que as pessoas queiram vender uma realidade que não condiz com aquilo que elas praticam. No entanto, se engana quem pensa que essa prática enganosa se restringe somente aos perfis considerados pessoais.
Em busca de se adequar às pautas sustentáveis, algumas empresas vendem a ideia de que possuem práticas ambientalmente responsáveis, mas, na verdade, terminam sendo o famoso 'mais do mesmo'. Esse método de se camuflar como empresa verde é chamado atualmente de "greenwashing".
Para evitar cair nessas armadilhas, se faz necessário compreender que a prática vai muito além de produtos aparentemente classificados como verdes ou embalagens recicláveis. A sustentabilidade no consumo envolve uma análise criteriosa do impacto ambiental, social e econômico de um produto ou serviço ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde a produção até o descarte.
"A gente tem um cuidado de conversar isso com as empresas. Porque existe um risco muito grande de imagem. Quando você diz à sociedade, para seu cliente, que você faz uma coisa e você não faz, e você é descoberto nessa falsa verdade, o risco termina sendo muito grande para a marca e para o produto que você vende", explicou a gestora do Sebrae, Márcia Suede, em conversa com o projeto BNews Junho Verde.
Entre os principais aspectos que devem ser considerados para classificar uma empresa como sustentável, destacam-se: a redução de resíduos e uso eficiente de recursos naturais; o respeito às condições de trabalho na cadeia produtiva; a transparência e a ética nas práticas empresariais; a redução da pegada de carbono; e a escolha de matérias-primas certificadas.
Caso uma empresa seja flagrada com esse tipo de conduta, o consumidor tem o papel de denunciar a prática, estimulando um mercado que preza pela ética, além da responsabilidade social e ambiental. Assim, ele ajuda a fortalecer empresas comprometidas com um futuro sustentável e iniciativas efetivas do mercado.
"A verdade uma hora chega e, quando ela chega, pode causar um dano muito grande. Temos exemplos disso que saiu na imprensa, sobre grandes marcas que tiveram problemas, não apenas do ponto de vista social, sobre como tratam os colaboradores, mas também do ponto de vista de governança coorporativa", afirmou Suede.
Então esse risco é muito grande. Diga apenas aquilo que você faz, de fato. É melhor que faça algo menor, mas que seja verdadeiro, do que falar algo grandioso e não é verdade", completou.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) atua na proteção e na orientação dos consumidores brasileiros, garantindo que práticas sustentáveis sejam promovidas de forma verdadeira e que empresas sejam responsabilizadas, caso violem o direito à informação clara e correta.
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