Meio Ambiente

Por Dentro da COP30: diretor executivo da Abaf afirma que mercado de carbono deve avançar após evento no Pará

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Wilson Andrade falou da expectativa e dos desafios do evento no Brasil  |   Bnews - Divulgação Divulgação


O diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), Wilson Andrade, participou da estreia do programa "Por dentro da COP30", 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), um encontro global anual onde líderes mundiais, cientistas e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as mudanças climáticas.

Durante o programa, que vai ao ar toda quinta-feira no BNews e em suas redes sociais, Andrade afirmou que a Abaf, instituição que desde reune tdas as empresas que produzem ou consomem madeira no Brasil, tem uma grande preocupação com o meio ambiente.

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"Nos preocupa muito o futuro e nossa atividade, sem dúvida, faz parte da solução do problema climático que vamos discutir na COP30, em Belém, no final desse. E isso é de suma importância para nós. Temos avançado nessa área, temos vantagens ambientais, sociais e econômicas muito importantes. Estamos no interior do estado, onde o emprego vale dobrado. Temos uma política de planttar somente em áreas degradadas. A Bahia tem cerca de 8 milhões de hectares de terras degradadas, abandonadas. A gente planta para recuperar essas áreas. Isso ajuda o governo braisleiro a cumpir seus compromissos declarados nas COPs passadas, e que vão ser melhorados na COP de Belém no final do ano", declarou.

Outro ponto importante tratado no programa foi a expectativa para a COP30 no Brasil e o estabelecimento do mercado de carbono: "Esperamos que haja tanto sucesso como houve na COP de Paris. É importante definir o mercado de carbono, fazê-lo funcionar. A solução que temos é que é preciso usar o modelo de mercado de capitais, onde você compra e vende ações de empresas diferentes, e no mercado de carbono será a mesma coisa. Tem dois mercados diferentes, o livre, privado, de empresa pra empresa, onde quem tem crédito de carbono coloca à venda diretamente pra outra empresa. Tem, também, o mercado que se chama regulado, controlado pelo governo e instituições do setor. Então, se eu cumpro minha obrigação com o Código Florestal Brasileiro de preservação de 20% da área de minha fazenda, no serrado 35%, na Amazônia de 80%. Se eu preservo mais do que isso, eu tenho direito a crédito de carbono, e as empresas que não tem porque emitem mais carbono do que absorvem nos seus processos produtivos, têm que compensar, e para compensar, compram os créditos. Esse mercado deve avançar bastante na COP30. O Brasil está se preparando para mostrar exemplos de condução ambiental e o nosso setor está aí ara ajudar".

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