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Por causa de tarifa sobre etanol, Trump ameaça retaliar o Brasil

Folhapress
De acordo com Trump, "em algum momento" esse assunto será discutido   |   Bnews - Divulgação Folhapress

Publicado em 11/08/2020, às 12h59   Redação BNews



O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na noite da última segunda-feira (10), que o país pode impor tarifas a produtos brasileiros caso o governo Bolsonaro não reduza as taxas do Brasil ao etanol americano.

Questionado se a atitude era uma pressão para que o Brasil elimine tarifas sobre a importação do produto dos EUA, Trump afirmou que "em algum momento" esse assunto será discutido. "Nós não queremos ninguém nos tarifando, embora eu tenha uma relação muito boa com o presidente Bolsonaro", disse o presidente americano.

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"No que se refere ao Brasil, se eles impõem tarifas, nós temos de ter uma equalização de tarifas. Vamos apresentar algo que tenha a ver com tarifas, e com justiça. Porque muitos países, por muitos anos, têm nos cobrado tarifas para fazer negócios, e nós não cobramos deles. E isso se chama reciprocidade, se chama tarifas recíprocas, e talvez você veja algo sobre isso muito em breve".

Segundo reportagem de O Globo, produtores brasileiros tem pressionado o governo federal para restabelecer, em setembro, a tarifa de importação de 20% prevista na Tarifa Externa Cocum (TEC)  no Mercosul para a importação do combustível dos Estados Unidos.

Dia 31 de agosto termina o prazo da isenção de importação para até 750 milhões de litros de etanol concedida pelo governo brasileiro no ano passado, e os produtores não querem que ela seja renovada.

Ainda de acordo com O Globo, os produtores brasileiros defendem o fim das isenções. De outro lado, os produtores de etanol americanos pressionam para que o governo brasileiro amplie a tarifa zero para todas as exportações do combustível dos EUA para o Brasil, sem cotas.

Os produtores brasileiros dizem que os Estados Unidos, apesar de terem sido beneficiados com tarifa zero até o volume de 750 milhões de litros, não concederam qualquer contrapartida em relação às tarifas de exportação do açúcar brasileiro, por exemplo, que chegam perto de 140%.

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