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Após negar extradição, Justiça britânica mantém prisão de Julian Assange

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Extradição foi negada sob o argumento de que o ativista poderia cometer suicídio durante transferência

Publicado em 07/01/2021, às 06h30    Reprodução/Agência Pública    Redação BNews

Após negar o pedido de extradição de Julian Assange, do WikiLeaks, para os Estados Unidos, a Justiça britânica rejeitou, nesta quarta-feira (6), o pedido de liberdade do ativista. De acordo com a juíza Vanessa Baraitse, "há motivos substanciais" para acreditar que, pela conduta anterior de Assange, ele fugiria novamente se fosse libertado.

Ao negar o pedido de extradição, a magistrada concordou com o argumento da defesa de que, "diante das condições de isolamento quase total", os procedimentos de extradição apresentados pelas autoridades norte-americanas "não impedirão o sr. Assange de encontrar uma maneira de cometer suicídio".

A Justiça americana quer processar Assange por espionagem e um representante do governo dos Estados Unidos já se pronunciou, confirmando que vai apresentar recurso contra a decisão. A defesa de Assange, por sua vez, também informou que vai entrar com recurso, mas pedindo liberdade condicional sob pagamento de fiança.

Os recursos devem prolongar ainda mais o imbróglio judicial em que Assange está envolvido desde 2010, quando o site WikiLeaks publicou centenas de milhares de documentos militares e diplomáticos confidenciais do governo dos Estados Unidos.

Após permanecer refugiado na embaixada do Equador por sete anos, Assange foi detido em abril de 2019 e, desde então, é mantido em uma penitenciária de segurança máxima de Londres. Durante o pronunciamento do veredito, manifestantes se reuniram em frente ao prédio da Justiça de Londres para apoiar o australiano.

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