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Publicado em 03/07/2025, às 16h10 Gabriel Santana
O analista sueco-iraniano Trita Parsi, que mora nos EUA, vê a chance do Irã desenvolver uma bomba atômica como um “risco significativo”, causando apreensão na comunidade internacional.
Em decorrência dos ataques recentes realizados por Israel e EUA, o Irã se encontra em uma fragilidade militar que pode ocasionar em uma quebra do acordo chamado "Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares" pelo país asiático, além de uma criação da sua própria bomba atômica.
Parsi disse que “há um risco significativo de que Teerã opte por construir a bomba, pelo fato de ter sido atacada por duas potências nucleares, sem que as tivesse atacada primeiro”.
A inteligência americana fala diferentes versões em seus relatórios sobre o tamanho do estrago causado ao programa nuclear do Irã. O vazamento das interceptações de conversas telefônicas entre as autoridades iranianas mostram que o dano causado pode ter sido menor do que o previsto.
Ainda existem dúvidas sobre esse ataque do Irã porque nesta quarta (02), o presidente do país, Masoud Pezeshkian, suspendeu por tempo indeterminado a cooperação com Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O órgão é responsável por analisar as instalações nucleares do país e confirmar que o Irã cumpre com as obrigações em relação ao acordo de não utilizar armas nucleares, signatário desde 1968 com vários outros países. EUA e Israel não estão nesse tratado.
O atual tratado de cessar-fogo negociado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, junto a Israel e Irã é analisado como “frágil e temporária pelos iranianos”, disse Parsi ao Uol. O analista sueco-iraniano complementa dizendo que “Israel buscará reiniciar a guerra e trazer os EUA de volta ao conflito”.
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