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Quem vive do mercado digital e utiliza as ferramentas do trabalho on-line para sobreviver vai, necessariamente, utilizar o Google para o mecanismo de pesquisa ou para publicar uma informação.
A gigante americana, no entanto, sofreu alguns revezes nos últimos oito meses por meio da Justiça dos Estados Unidos. Foram considerados culpados em agosto de 2024 por manter ilegalmente seu monopólio no mercado de buscas on-line. Já em abril de 2025, foi condenado por práticas anticompetitivas no setor de publicidade digital.
Segundo o colunista do Valor Econômico, Guilherme Ravache, as decisões judiciais não causam surpresas, mas mostram que o Google não só domina o mercado digital como também o manipula. Ele aponta que os dados não deixam mentir: mais de 70% do tráfego em navegadores ocorre pelo Chrome; mais de 80% dos smartphones utilizam Android; e mais de 90% das buscas on-line são feitas pelo Google.
O jornalista pontua ainda ser muito difícil começar um negócio no mundo digital sem que se use uma ferramenta do Google. “A empresa controla entre 70% e 90% das plataformas de "adtech" (tecnologia de publicidade), dominando áreas como AdSense e Google DFP, essenciais para a monetização de sites”, diz Ravache.
O colunista diz ainda que apesar das condenações a empresa continua faturando bilhões e, por conta dos recursos que ainda cabem na Justiça, o processo pode se arrastar por longo tempo, o que não impede a empresa de seguir com o seu monopólio.
Ele diz ainda que mesmo que o Google venha a ser desmembrado, a sobrevivência de muitos canais de mídia continuaria ameaçada, a exemplo do Google DFP, usado por mais de 90% de quem tem sites com publicidade. Mesmo que o Google fique com boa parte desse dinheiro, ainda é a tecnologia deles que leva bilhões em verbas de publicidade para veículos de imprensa por meio de mídia programática, por exemplo.
“Se o Google simplesmente parasse de mostrar notícias em seus resultados de busca, o tráfego de grande parte da indústria de notícias entraria em colapso. Mas também na publicidade o cenário seria desolador. Os principais portais e sites de notícia usam ferramentas de monetização do Google”, esclareceu o colunista.
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