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por Sophia Souza
Publicado em 15/10/2026, às 18h28
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que descartou seu plano inicial de transmitir ao vivo a execução por fuzilamento do ex-militar Nidal Malik Hasan. No entanto, a pena de morte ainda será cumprida.
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Ele morrerá, como previsto, por fuzilamento, mas este evento não será transmitido. Dito isso, a execução poderá ser presenciada pessoalmente pelos familiares diretos das vítimas, se assim desejarem", escreveu ele na rede Truth Social.
Trump ainda acrescentou que, mesmo que tenha defendido a transmissão, muitas pessoas prefeririam não ver a execução.
"Acredito que transmitir a execução para que todos vissem poderia ter servido como um forte elemento de dissuasão, mostrando ao mundo como a América lida com terroristas e escória como Hasan. No entanto, muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer - seja por meio de uma transmissão ao vivo ou qualquer outro recurso visual. Ele morrerá, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas o evento não será transmitido”, afirmou.
Nidal Malik Hasan, psiquiatra e major do Exército, foi condenado à morte por assassinar 13 pessoas e ferir outras 32, na base militar de Fort Hood, no Texas, em setembro de 2009.
Durante seu julgamento, Hasan afirmou que realizou o ataque a tiros para proteger membros do Talibã, no Afeganistão, contra as tropas dos EUA.
O fuzilamento do ex-militar foi autorizada pelo próprio presidente e está prevista para ocorrer no dia 3 de dezembro também na base militar de Fort Hood. Será a primeira execução de um militar americano por fuzilamento desde 1945.
A polêmica começou após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmar que se certificaria de que todas as pessoas pudessem ver a execução para que entendessem que “esse tipo de coisa tem consequências graves".
Em seguida, Trump declarou que Hasan merecia que o fuzilamento fosse transmitido ao vivo porque “ele matou muita gente”.
O plano desencadeou críticas, tanto de democratas quanto dos integrantes do partido de Trump. O próprio vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que não pretendia assistir a execução.
O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos defendeu que as execuções públicas são uma forma de pena cruel, desumana e degradante e que a tranmissão ao vivo seria uma espécie de tortura.
Christa Gail Pike, de 50 anos, chamou atenção após sobreviver a duas doses de uma injeção letal, no estado do Tennessee, também nos Estados Unidos. A mulher foi condenada pelo homicídio de uma colega estudante em 1995.
De acordo com um especialista em pena de morte, a situação se trata de uma falha sem precedentes. Christa, depois da tentativa de execução permaneceu viva e roncando.
Por conta da situação, o governo do Tennessee suspendeu todas as execuções até o fim do ano e ordenou uma investigação sobre o incidente. Christa Pike seria a primeira mulher a receber a pena de morte no Tennessee em mais de 200 anos.
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