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A polícia australiana encontrou objetos suspeitos em um veículo ligado a um dos suspeitos envolvidos no ataque a tiros em uma praia de Sydney, na Austrália. A situação ocorreu neste domingo (14), em meio a celebração que marca o início do festival judaico de Hannukah, na praia do Bondi, deixando pelo menos 11 mortos.
Uma equipe antibomba foi enviada ao local e, em coletiva, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, declarou que um "artefato explosivo improvisado" foi encontrado em um carro "ligado ao agressor falecido". O ataque foi classificado como "terrorista" pela polícia, que informou ainda que o segundo suspeito está em estado crítico.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, ressaltou que a comunidade judaica era o alvo da ação, já que no momento acontecia o evento chamado de "Chanukah by the Sea". "É um ataque direcionado contra judeus australianos no primeiro dia do Hanukkah, que deveria ser um dia de alegria, uma celebração da fé. Um ato de maldade, antissemitismo e terrorismo que atingiu o coração da nossa nação", declarou.
O presidente israelense, Isaac Herzog, categorizou o ataque como "cruel contra os judeus" e pediu que as autoridades australianas intensifiquem o combate ao antissemitismo.
"ATAQUE TERRORISTA" PREVISÍVEL
A praia de Bondi, uma das mais populares da Austrália, fica localizada no leste de Sydney e recebe inúmeros turistas, principalmente aos fins de semana. Segundo a polícia local, as centrais de emergência foram informadas do ocorrido por volta das 18h47 (4h47 no horário de Brasília).
Após o ataque, a colina que leva à praia ficou coberta por pertences abandonados pelas pessoas que fugiram do local, incluindo um carrinho de bebê, segundo relatos da polícia australiana. Imagens da emissora pública ABC registraram equipes médicas atendendo diversos feridos à beira da praia. Um morador local relatou ao Sydney Morning Herald que viu "pelo menos dez pessoas no chão e sangue por toda parte".
Já o presidente da Associação Judaica da Austrália, Robert Gregory, afirmou à imprensa que o ataque foi "uma tragédia, mas completamente previsível" e criticou o governo por "não tomar medidas adequadas para proteger a comunidade judaica".
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