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Um brasileiro, de 34 anos, morreu após ser baleado pela polícia durante uma ocorrência relacionada a uma crise de saúde mental em Powder Springs, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, na noite da última terça-feira (3).
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A vítima foi identificada como Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte e residente nos EUA há cerca de 20 anos. Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, policiais dispararam contra o homem após o mineiro, supostamente, sacar uma arma durante a abordagem.
Entretanto, familiares contestam essa versão. Em entrevista ao jornal O Globo, um parente que pediu para não ser identificado afirmou que a narrativa apresentada pela polícia não corresponde ao que ocorreu.
“Concordo que a polícia deve agir quando ameaças perigosas colocam em risco suas vidas e a segurança de outras pessoas, mas essa narrativa não mostra o quadro completo e é imprecisa. Gus não tinha uma arma. Ele não é imigrante. Ele é cidadão dos Estados Unidos”, disse o familiar.
A ocorrência foi registrada no estacionamento de um centro comercial localizado na New MacLand Road, onde funciona um supermercado da rede Publix. O caso está sob investigação do Departamento de Investigação da Geórgia (GBI).
De acordo com a polícia local, agentes foram acionados por volta das 21h para atender uma ocorrência envolvendo uma pessoa em possível surto psicótico. Ao chegarem ao local, os policiais fizeram contato com Gustavo, que morava na cidade de Acworth.
Segundo o relato das autoridades, cerca de uma hora após o início da ocorrência, o homem teria sacado uma arma de fogo. Diante da situação, aproximadamente sete policiais efetuaram disparos. Gustavo foi atingido quatro vezes, três no peito e uma na nuca.
O brasileiro chegou a ser socorrido e levado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. A família afirma que Gustavo apresentava sinais que poderiam indicar um quadro de esquizofrenia, embora nunca tivesse recebido diagnóstico formal. Segundo os parentes, ele também nunca demonstrou comportamento violento e era contrário ao armamento.
Na semana em que foi morto, o brasileiro havia concordado em procurar ajuda psicológica. A mãe dele acionou o número 988, linha telefônica de apoio destinada a pessoas em crise de saúde mental nos Estados Unidos.
Após o contato, duas profissionais de saúde mental se encontraram com Gustavo no estacionamento do supermercado para avaliá-lo. De acordo com a família, os policiais chegaram cerca de 30 minutos depois.
Uma ambulância também foi enviada ao local e levou a mãe do homem para um hospital da região. A genitora apresentava sinais de ansiedade devido à situação, além de queda de pressão e histórico de problemas cardíacos. Um parente relatou que Gustavo conversava normalmente com os profissionais de saúde antes da chegada dos policiais.
“Ele nunca foi agressivo, mas acreditava estar sempre sendo perseguido e tinha dificuldades de encontrar um emprego, o que nos fazia acreditar que ele apresentava sinais de esquizofrenia. Quando as profissionais conversavam com ele, ele estava bem, lúcido, conversando normalmente. Ele só entrou em surto quando a polícia chegou, justamente por medo de ser capturado por policiais. A mãe não queria sair de perto do filho, mas quando ela foi levada ao hospital, o Gustavo foi morto”, afirmou.
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