Mundo
por Gabriel Santana
Publicado em 19/06/2026, às 15h37
A cantora iraniana Parastoo Ahmadi e oito integrantes da equipe de produção, como os músicos, foram condenados a receberem 74 chicotadas após uma apresentação de um show ao vivo.
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A apresentação virtual aconteceu em dezembro de 2024, quando a cantora performou a canção de cunho patriótico Az Khoone Javanane Vatan (Do Sangue da Juventude da Pátria, em tradução livre) sem usar hijab. Após o vídeo viralizar, Ahmadi foi punida pelo ato.
A publicação do jornal inglês The Guardian aponta que o tribunal criminal da província de Qom condenou os artistas às chicotadas, além de proibição de dois anos de deixar o país e de exercer atividades artísticas, sob uma condenação que incluem ofensa contra a moral pública por meio da produção e publicação de “conteúdo vulgar e imoral” online.
Por curto tempo, a cantora foi detida junto com os músicos pouco após a divulgação do show. Logo após, as autoridades abriram um processo formal pela publicação do vídeo, que desde quando foi veiculado, tem milhões de visualizações no YouTube.
A diretora de advocacia do Centro para os Direitos Humanos no Irã, com sede nos EUA, Bahar Ghandehari afirmou que a punição de chicotadas contra Ahmadi, seria um lembrete de que as condições de direitos humanos no Irã não mudaram, mesmo com a campanha de propaganda realizada pelo governo iraniano para tentar “limpar” a sua imagem.
Moein Khazaeli, advogado de direitos humanos no centro de aconselhamento jurídico para ativistas iranianos, Dadban, apontou que a sentença contra a cantora não tem base legal.
“Cantar, se apresentar musicalmente e produzir ou divulgar obras musicais por mulheres não são atividades criminalizadas pela legislação penal iraniana. Consequentemente, tais atividades não podem razoavelmente ser interpretadas como ‘produção, distribuição ou publicação de conteúdo obsceno”.
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