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Caos toma conta da França, deixa mais de 2 mil presos e obriga governo a impor toque de recolher

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Após uma onda de protestos, França adota toque de recolher para conter a violência nas cidades afetadas nas últimas semanas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @theopignal
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 19/10/2026, às 13h58



A França adotará toques de recolher localizados a partir da noite desta segunda-feira (19) após uma onda de protestos que provocou incêndios, saques e confrontos em diversas cidades do país.

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A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, integrante do governo do presidente Emmanuel Macron, como resposta aos distúrbios registrados durante o fim de semana.

Segundo Lecornu, a orientação foi direcionada aos prefeitos de localidades afetadas pela violência, com restrições concentradas em áreas específicas. Além disso, o premiê acrescentou que as medidas, como o toque de recolher, serão “muito localizadas” nos centros urbanos atingidos pelo caos.

Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher esta noite, toques de recolher parciais”, afirmou o primeiro-ministro. 

Os protestos reuniram aproximadamente 550 mil pessoas em diferentes cidades francesas, segundo dados do Ministério do Interior. Desse total, cerca de 110 mil manifestantes participaram dos atos em Paris. A mobilização começou com o movimento estudantil e ganhou força diante da insatisfação popular com o custo de vida e a atuação do governo.

A dimensão dos confrontos também provocou consequências graves. As manifestações deixaram mais de 2 mil pessoas presas, cerca de 600 policiais feridos e uma pessoa morta, de acordo com os números apresentados no relato sobre os protestos.

Diante da crise, integrantes do governo reconheceram falhas na condução da resposta das autoridades. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, admitiu que houve erros na atuação estatal durante o fim de semana.

Já o ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que não conseguiu antecipar a proporção dos distúrbios e chegou a colocar o cargo à disposição.

Apesar da manifestação de Nuñez, Macron decidiu mantê-lo no posto. A imposição de restrições noturnas em áreas específicas representa uma das medidas adotadas pelo governo para conter novos episódios de violência em meio à escalada da insatisfação popular.

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