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Com mais de mil dias sem homicídios, El Salvador pauta debate sobre segurança no Brasil

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Os números do governo de Nayib Bukele chamam a atenção regional para as políticas de segurança pública de El Salvador  |   Bnews - Divulgação Wikimedia Commons / Casa Presidencial / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 15/11/2025, às 21h57



O governo de El Salvador, sob a gestão de Nayib Bukele, chegou, em outubro, à marca de 1.035 dias consecutivos sem registro de assassinatos. Esses dados trazem o país para o centro do debate sobre segurança pública. Na próxima segunda-feira (17), Bukele deve receber o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro: a visita ocorre na véspera da votação do PL Antifacção na Câmara dos Deputados.

Em 2015, El Salvador registrava mais de 100 homicídios por 100 mil habitantes. Desde a adoção do regime de exceção em 2022, autoridades do país passaram a atribuir a redução dos assassinatos ao endurecimento das políticas de segurança e ao enfrentamento sistemático às facções criminosas. Há, entretanto, divergências metodológicas, além de críticas ao acesso limitado às estatísticas.

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Bukele mantém a estratégia de repressão ao crime organizado como eixo central de seu governo e, ao mesmo tempo, investe em anúncios na área social. No início deste mês, o presidente afirmou que 70 novas escolas foram inauguradas simultaneamente em vários departamentos do país.

O presidente disse ainda que 254 unidades estão sendo construídas dentro do programa “12 escolas por dia”. Outras estruturas foram entregues antes da iniciativa.

Bukele declarou que o número de jovens beneficiados com bolsas universitárias passou de 10 mil para 25 mil e que deseja alcançar todos os estudantes que concluírem o ensino médio até o início do próximo ano.

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