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Cúmplice? Papel do ChatGPT em ataque a tiros será investigado criminalmente

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Suspeito pelo ataque é filho de policial; o caso aconteceu na Flórida, EUA  |   Bnews - Divulgação Foto Ilustrativa: Freepik
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 22/04/2026, às 12h52



Uma investigação diferente foi instaurada nos Estados Unidos. O estado da Flórida anunciou nesta terça-feira (21) a abertura de uma investigação criminal para apurar se uma inteligência artificial (IA) seria cúmplice de um crime.

As autoridades querem verificar se o ChatGPT desempenhou algum papel num ataque a tiros. Em 2025, um atirador abriu fogo na Universidade Estadual da Flórida, deixando dois mortos e seis feridos.

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As investigações

Os promotores analisaram a troca de mensagens entre o chatbot da OpenAI, e o suspeito pelo crime. Os detalhes sobre as interações entre o investigado e o ChatGPT não foram divulgados.

Sobre o caso, o procurador-geral do estado, James Uthmeier, chegou a afirmar que "se o ChatGPT fosse uma pessoa, estaria enfrentando acusações de homicídio". A legislação da Flórida permite que qualquer pessoa que auxilie, incentive ou aconselhe alguém na prática de um crime seja tratada como "cúmplice", assumindo a mesma responsabilidade que o autor do delito.

Posicionamento da OpenAI

Um porta-voz da empresa OpenAI afirmou que o ataque foi "uma tragédia", mas rejeitou a responsabilidade da inteligência artificial no crime. "O ChatGPT forneceu respostas factuais a perguntas com informações amplamente disponíveis em fontes públicas na internet e não incentivou nem promoveu qualquer atividade ilegal ou prejudicial", declarou o porta-voz.

Conforme informou ainda, a OpenAI colaborou com as autoridades para a elucidação dos fatos. A empresa identificou a conta do ChatGPT vinculada ao suposto atirador e a repassou à polícia após tomar conhecimento do ataque.

Suspeito é filho de policial

De acordo com as autoridades, o ataque teria sido executado pelo filho de uma policial local. O jovem, identificado como Phoenix Ikner, teria utilizado uma antiga arma de serviço da mãe para cometer o crime.

Conforme relatado, suspeito percorreu a Universidade Estadual da Flórida atirando contra estudantes antes de ser baleado pelas forças de segurança locais. Ele foi hospitalizado com "ferimentos graves, mas sem risco de morte", disseram os investigadores.

Na época, o xerife do condado de Leon disse que Ikner era estudante daquela universidade e filho de uma integrante de sua equipe, com 18 anos de serviço. Ele também acrescentou que o suspeito participava de programas de treinamento do gabinete do xerife. Por esse motivo, xerife disse que que "não é surpresa que ele tivesse acesso a armas".

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